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Cuidados na hora de viajar com seu cão

Antes de cair na estrada, veja os cuidados necessários para ajudar seu cão a ter uma viagem mais agradável

A vida dos cachorros é relativamente curta, tendo em vista que a expectativa destes animais é de 10 a 13 anos, existindo sempre exceções tanto para mais como para menos.

Levando em consideração este breve tempo de vida, é necessário que o tutor aproveite ao máximo o período que estiver ao lado do cachorro. Brincar, descobrir coisas novas, correr, conhecer novos lugares. Todas estas experiências preenchem a vida do pet e nutre a relação entre tutor e cão com muito amor e felicidade.

Por estas razões, o tutor pode aproveitar certos momentos da vida para desfrutar da companhia fiel de seu cachorro. Um exemplo disso é o ato de viajar. É bem verdade que algumas pessoas acreditam que viagens podem deixar o animal estressado e por isso preferem deixá-los sob o cuidado de instituições especializadas ou com algum parente.

Contudo, é possível desfrutar de uma viagem com o pet levando em consideração uma série de cuidados que são necessários e devem ser tomados antes de cair na estrada com o cão. E, acredite, esses cuidados podem evitar vários problemas durante a viagem, como ressalta a veterinária Mariana Martins, especialista da Magnus.

Cuidados na hora de viajar com seu cão

Foto: depositphotos

Leve seu cachorro ao veterinário antes da viagem!

Antes de afastar o animal de casa ou de submetê-lo a muitas horas dentro de um carro ou avião, é importante ter um acompanhamento profissional adequado, com uma visita ao veterinário para saber se a saúde do pet está em perfeito estado para evitar surpresas. Não é recomendado que cães doentes ou idosos viagem. Também veja com o veterinário se as vacinas vermífugas estão em dia – principalmente se o seu destino for a praia, pois o cachorro deve estar protegido contra doenças como a dirofilariose.

Idade

Evite viajar com animais idosos, principalmente no caso daqueles que precisam de atenção especial devido a problemas de saúde. Os animais com menos de 4 meses que não completaram vacinação devem viajar apenas em casos de necessidade.

Na hora de preparar a mala do cão

Não se esqueça de levar os itens básicos, como coleira, guia, documentos, brinquedos, toalha, pote para água e comida, e remédios recomendados pelo veterinário em caso de emergência. É muito importante levar também a ração do seu bichinho – em uma quantidade suficiente para toda a viagem. Não conte com a possibilidade de comprar a ração dele no local do destino, pois imprevistos acontecem e é melhor estar preparado.

Se for viajar de carro

Antes de realizar a viagem, acostume o cão a andar de carro, para que assim ele se sinta mais calmo e seguro no ambiente, inclusive respeitando o lugar designado para ele. Evite alimentar o animal até 3 horas antes e não o alimente durante a viagem, pois pode causar enjoos. Mas dê sempre muita água, mantendo-o hidratado. Deixe sempre a temperatura do carro fresquinha, pois o calor os deixa estressados.

“O bichinho deve contar com uma caixa de transporte e estar sempre protegido por um cinto de segurança, afinal ver cães ou gatos soltos, com a cabeça para fora de um carro, é até bonitinho, mas aumenta o risco de acidentes e representa uma infração de trânsito”, alerta Mariana.

Outro ponto importante é com relação a periodicidade das paradas. “Além desses cuidados, é recomendável que se faça uma parada a cada duas horas para descanso”, recomenda. Este tempo é ideal para que o seu cachorro possa sair do carro um pouco, descansar e fazer suas necessidades. Se o local for muito longe, seria melhor ir de avião, pois viagens muito longas também deixam o cão estressado.

Durante o verão, a viagem deve ser programada para os horários mais frescos, já que a temperatura corporal do animal aumentará muito em ambientes fechados. Lembre-se de manter os vidros do carro abertos ou o ar condicionado ligado.

Cuidados com pulgas e carrapatos!

Principalmente para quem vai viajar para um sítio ou outro lugar em que o cachorro terá contato com outros animais ou mato, seu cachorro ficará vulnerável a pulgas e carrapatos – que além de irritar a pele do animal, causam graves doenças. Por isso, é importante conversar com o veterinário e perguntar a ele quais são as medidas necessárias para evitar isso e quais remédios podem ser utilizados para prevenir a contaminação.

Para viagens de avião

“Se a viagem for de avião, é importante planejar vacinas e providenciar os atestados de saúde e segurança exigidos pelas companhias aéreas. Nesses casos, cada uma delas tem a sua cartilha e vale conferir os antecedentes desses vôos – há histórias lamentáveis de animais perdidos ou maltratados por empresas de aviação  e por isso é essencial se informar antes de comprar as passagens”, explica a veterinária.

No caso das viagens nacionais, a partir de julho de 2006, os cães foram dispensados da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA). Para as viagens internacionais, seu cachorro precisa ter um Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), que é emitido pelo ministério da agricultura gratuitamente. “Se o destino for outro país, é provável que existam regras de quarentena e necessidade de uma série de exames. Um processo muito longo e desgastante só pode ser feito se for inevitável, pensando na saúde do pet”, destaca a médica.

Outras recomendações

Após chegar ao destino final, a veterinária recomenda que a alimentação volte a ser administrada normalmente. Já com relação a adaptação ao novo ambiente, a especialista dá algumas sugestões. “Uma boa dica para ajudar na adaptação é espalhar brinquedos e objetos conhecidos, a fim de passar uma sensação maior de segurança. O ambiente pouco familiar tende a causar ansiedade e pode levar a possíveis problemas gastrointestinais, como diarreias. Pensando nisso, a mala ideal para confortar o pet deve conter também itens como: comedouro próprio; vasilha para água própria; roupas e mantas; protetor solar e bags para coletar fezes”, conta a veterinária.

Para finalizar, Mariana faz um alerta sobre a saúde do animal. “Algumas regiões do Brasil são endêmicas de dirofilariose (doença conhecida como “verme do coração”, que pode levar o pet à morte). Se esse for o caso do seu destino de viagem, é preciso providenciar uma medicação prévia”.