Câncer de mama em cadelas

Hoje a expectativa de vida dos cães com câncer é muito maior que há 10 anos atrás


Não são apenas as pessoas que têm problemas de saúde, mas também todas as espécies de animais. As que envolvem o mundo canino são diversas, mas a invenção e aplicação das vacinas e outros tratamentos acabaram por melhorar a qualidade de vida dos cães com doenças, assim como aumentar a quantidade de casos de tratamentos bem sucedidos.

Cerca de 10 anos atrás, os cães que apresentassem câncer teriam poucas chances – quase inexistentes – de sobrevivência e, atualmente, tudo tem se transformado positivamente, aumentando a expectativa de vida dos cãezinhos acometidos por neoplasias.

Câncer de mama em cadelas

Foto: Reprodução

O câncer de mama e os fatores de risco

Com maior incidência em fêmeas acima dos sete anos de idade, o câncer mamário é o mais comum em cadelas e oferece um grande risco à vida do animal. Muito semelhante ao que acontece na mulher, o tumor de mama em cadelas tem como o principal fator de desenvolvimento o uso de alguns anticoncepcionais, dieta imprópria e obesidade. Além disso, outro fator que está relacionado ao surgimento dos tumores mamários é a pseudociese, que é a popularmente conhecida gravidez psicológica.

Como identificar o câncer de mama?

Assim como em mulheres, o câncer de mama é detectado em cadelas por meio de um exame periódico de apalpação de nódulos de tamanho e consistência variável na glândula mamária. Tanto o dono do animal quanto o médico veterinário podem realizar o exame e é muito importante que o façam, pois a detecção precoce pode determinar o sucesso do tratamento. 50% dos tumores de mama são malignos e não causam dores nem febre, de forma que o animal não irá reclamar.

O câncer de mama, ao contrário do que muitos pensam, não afeta apenas as fêmeas, podendo acontecer em machos em alguns casos, sendo o segundo tipo de câncer mais comuns em cães machos.

Como tratar?

Ao identificar um nódulo, o dono da cadela – ou do cachorro – deve procurar o médico veterinário. Além de refazer o exame de toque das mamas, o médico deverá solicitar exames complementares – exame de sangue, radiografia toráxica, mamografia, ultrassonografia, citologia aspirativa e biopsia, dependendo do caso – para que seja dado o diagnóstico definitivo e o tratamento mais adequado.

Existe a cirurgia para a retirada da glândula mamária ou cadeia mamária e, além disso, em alguns casos é indicada também a retirada dos linfonodos relacionados. Da mesma forma, existe ainda como forma de tratamento a quimioterapia que pode ser indicada e empregada antes e depois da cirurgia.

Histerectomia eletiva

A histerectomia eletiva nada mais é do que a castração, uma medida preventiva que acaba por reduzir em quase 100% a incidência da doença caso seja realizada na cadela antes do 1° cio – mais ou menos com seis meses de idade. Quando efetuada antes do 2° cio, a castração reduz em 90% a possibilidade de apresentar a doença e, quando passa do 2° cio, pode passar de 70%.

Depois do 3° cio já não há tanta influência da histerectomia no desenvolvimento do câncer de mama, mas ainda assim elimina riscos de câncer de útero e de ovário, além da piometra – uma infecção uterina – e pseudociese.


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