Mastite canina: causas, sintomas e tratamento

A doença é ainda mais complexa quando a fêmea a adquire enquanto está amamentando

Mastite ou mamite é uma inflamação das glândulas mamárias das cadelas. Este problema de saúde é sério e põe em risco a vida da paciente, que se não receber o tratamento adequado em um tempo razoavelmente curto, pode chegar a óbito.

Três causas podem desencadear esta doença, são elas: ferimentos na região da mama, dando abertura para a ação das bactérias; a retenção de leite; e infecção no útero.

Causas da mastite em cadelas

As situações expostas anteriormente são propiciadas por uma gravidez, parto, durante a amamentação e, raramente, em uma gravidez psicológica.

A doença geralmente acontece durante a gestação ou após ela, durante a amamentação

A mastite é uma inflamaçãos nas mamas das cadelas (Foto: depositphotos)

Isso porque ferimentos podem ser causados por unhas, pelas mordidas dos filhotes enquanto mamam ou por picadas de carrapato na região mamária.

Todas estas opções dão espaço para que bactérias como a Staphlococcus aureus, Escheria coli e Streptococcus sp, possam entrar no organismo da fêmea e causar infecções.

Já quando a cadela acredita que está grávida, sem ter participado de uma cruza, tudo em seu corpo se prepara para receber os filhotes e até o leite ela consegue produzir. Contudo, como não há quem aproveite, o líquido fica retraído nas mamas, podendo causar a mastite.

Sintomas da mastite canina

  • Inchaço nas mamas;
  • Glândula mamária dolorida;
  • Mamas quentes e avermelhadas ;
  • Surgimento de ferimentos que parecem cicatrizar, mas, por vezes, acabam voltando com intensidade;
  • Febre;
  • Respiração acelerada;
  • Perda do apetite e, por essa razão, as cadelas acabam adquirindo anemia.

Além destes sintomas, algumas cadelas podem apresentar consequências desses sinais já descritos, como vômitos, diarreias e prisão de ventre.

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Contudo, a situação é ainda mais complexa quando a fêmea está amamentando filhotes e acaba adquirindo a mastite. Isso porque, não é apenas a cadela que sofre com a doença, mas também suas crias, que por não poderem se alimentar diretamente da mãe acabam perdendo peso de forma ágil, apresentam deficiências nutricionais, e podem desenvolver problemas na pele e digestivos.

Diagnóstico, tratamentos e prevenção

Quando o tutor perceber os sintomas na cadela, é preciso que o mesmo procure um veterinário com urgência. Na clínica o especialista poderá realizar testes com o leite retirado da cadela e examinar o estado de suas mamas. Ao ser constatado o caso de mastite, os tratamentos vão depender do grau em que se encontra a doença.

Nos casos mais leves causados por bactérias, o veterinário pode receitar alguns antibióticos. Já para combater o inchaço e o incômodo causado, o tutor pode aplicar compressas de água quente suficientes para aquecer a cadela e não queimá-la. Anti-inflamatórios também podem ser receitados para diminuir a dor.

Se há ferimentos nas mamas, é necessário um processo de higienização constante na área. Além disso, o uso de pomadas receitadas pelo médico é essencial para cicatrizar os machucados. A opção cirúrgica é viável em duas situações, quando a mastite é causada por infecção no útero ou quando a pele da cadela está necrosada. Nesta última, as mamas são retiradas.

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A melhor forma de prevenir a cadela de todo esse sofrimento, que ela corre o risco de passar ao longo da vida, é optando pela castração. Assim o tutor garante mais saúde para a peluda e quem sabe consegue até prolongar a vida dela.

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Jornalista (MTB-PE: 6750), formada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, pela UniFavip-DeVry, escreve artigos para os mais diversos veículos. Produz um conteúdo original, é atualizada com as noções de SEO e tem versatilidade na produção dos textos.