Dálmata

Leais e pouco carentes de atenção, os dálmatas são muito conhecidos por suas manchas características


É muito improvável encontrar alguém que nunca tenha assistido ao filme da Disney “101 Dálmatas”. Mais improvável ainda é que algum espectador não tenha ficado morrendo de vontade de ter um daqueles belos filhotinhos manchados. O filme retrata cães dóceis, alertas e apaixonantes, mas quais são, de fato, os padrões físicos, temperamentais e a história dessa raça de aparência tão destacada?

História da raça

No que se refere à origem da raça, encontram-se muitas divergências. O mais provável é que seja um cão originário da Dinamarca e com existência antiga, já que foram encontradas pinturas de séculos atrás retratando cães de pelagem e postura extremamente similares ao dálmata. O fato de que em alguns países os cães dessa raça são conhecidos como “pequenos dinamarqueses” reforça essa teoria. O nome da raça vem de Dalmácia, região localizada no oeste da Croácia, mas provavelmente ele não se originou ali. Outras versões da origem reivindicam evidências encontradas no Egito Antigo e outras na Grécia Antiga.

Seu olfato apurado lhe rendeu primeiramente a função de cão de caça, mas posteriormente foi utilizado também como cão de guarda, cão de tração, cão de circo e até mesmo cão de briga. Sua “profissão” mais renomada pela estética e praticidade que exigia foi a de cão de carruagem: na Inglaterra Vitoriana o dálmata deveria seguir na frente, ao lado ou atrás da carruagem para proteger os cavalos de ataques de outros cães, além de conferir elegância ao passeio. Posteriormente se popularizou como um cão de companhia, embora até os dias de hoje muitos dálmatas trabalhem como cães bombeiros.

Padrão temperamental

Ter a oportunidade de educar e criar um dálmata é praticamente um certificado de garantia, lealdade, abnegação e carinho. São cães protetores com seu dono e a família, carinhosos, companheiros e divertidos. Porém, não são carentes, sabendo dar ao dono e a si espaço para descansar. No entanto, existe a necessidade de equilíbrio, pois o confinamento e a solidão em excesso, com a falta da companhia da família humana, podem levar os cães desta raça à hiperatividade, ao tédio e comportamentos destrutivos. No geral, costumam se dar bem com outros animais da casa, porém, com pessoas estranhas pode ser desconfiado e em alguns casos – de acordo com o temperamento do animal como indivíduo e da educação recebida – pode chegar a ser até mesmo agressivo. Não latem excessivamente, mas apenas quando percebem uma movimentação anormal ou suspeita.

Os dálmatas foram criados para correrem muitos quilômetros e necessitam da prática de exercícios em um local seguro para apresentarem um bom comportamento em casa.

Padrão físico

Os dálmatas são considerados cães de grande porte, podendo atingir entre 53 e 60 cm de altura (do chão até a cernelha – ponto mais alto do ombro do animal antes do pescoço). O peso ideal também costuma variar entre 24 e 30 kg, e não são cães com tendência a desenvolver obesidade.

A pelagem do dálmata apresenta um aspecto liso e brilhante, com pelos curtos, duros e densos, que podem variar nas cores branca e preta ou branca e chocolate, sempre com a presença de manchas. Para cuidar da pelagem, basta escovar para remover os pelos mortos.

A aparência esguia pode aparentar magreza por serem animais altos, mas os dálmatas são extremamente musculosos e fortes. Possuem muita energia, a qual deve ser gasta preferencialmente com corridas diárias. Caso não seja possível dar ao animal mais do que aquela caminhada matinal, convém gastar a energia dele ao menos três vezes por semana com agility (uma espécie de “playground” canino, onde o animal exercitará sua mente e seu físico, gastando energia e investindo em treinamento, agilidade e obediência).

Cuidados básicos

Embora os cachorros da raça dálmata possam viver fora de casa em clima temperado a quente, o melhor é deixá-lo dentro de casa na companhia de seu dono e com uma cama macia. Os dálmatas têm a necessidade de gastar a sua energia com atividades interessantes, caso contrário, pode apresentar comportamentos destrutivos e latidos em excesso. Estes cães devem ser levados regularmente para caminhar, correr ou brincar livremente em locais seguros.

As belas orelhas caídas rendem ao dálmata um incômodo preço a pagar: as possíveis e dolorosas otites. Assim, é importante que elas sejam limpas diariamente – ou no mínimo, semanalmente – com algodão e produtos próprios para que evitem abrigar bactérias que desencadeiem a doença.

A pelagem clara também pode facilitar o aparecimento de alergias na pele do cão, sendo assim necessário visitar o veterinário ao encontrar manchas estranhas, ferimentos e coceiras exageradas. É essencial para evitar alergias, combater o aparecimento de pulgas e carrapatos. Outros problemas de saúde que podem atingir os dálmatas são a displasia coxofemoral, entrópio, epilepsia, hipotireoidismo e problemas renais e hepáticos.

Por último, caso seu dálmata não costume lhe atender, tenha problemas comportamentais ou similares, vale reparar na qualidade de sua audição. Não raro encontram-se dálmatas surdos, os quais muitas vezes são tidos por mal educados, já que não atendem chamados, broncas e outros sons. Recomenda-se que os cães desta raça façam exames de audição e displasia coxofemoral. A expectativa de vida dos dálmatas costuma ser de 10 a 14 anos de idade.

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