Síndrome da disfunção cognitiva canina (SDCC)

A SDCC acomete cães idosos diminuindo a sua qualidade de vida


Todo tutor de cães se preocupa com sua saúde e, diante de sinais como diminuição na interação, esquecimento de truques, agitação durante a noite, latidos sem motivos, começar a fazer xixi e coco fora do lugar, é importante procurar ajuda.

O que é a SDCC?

Síndrome da disfunção cognitiva canina é como chamamos uma desordem neurodegenerativa que, normalmente, atinge cães mais idosos. Essa doença pode comprometer a função cognitiva, e pode ser causada por fatores genéticos.

Síndrome da disfunção cognitiva canina (SDCC)

Foto: Reprodução

Causas e sinais clínicos

Não são conhecidas ainda as causas para essa doença, mas acredita-se que possa ser causada por fatores genéticos. Além disso, acontece uma série de alterações físicas e químicas no cérebro, que podem trazer alterações na rotina de seu cão, que devem ser entendidas como sinais clínicos.

Entre os sinais, temos:

  • Alterações na sociabilidade, no ciclo do sono e na aprendizagem, envolvendo principalmente o aumento do sono;
  •  A troca do dia pela noite;
  •  Caminhadas e latidos noturnos aparentemente sem motivos;
  • Desorientação mesmo quando está em locais conhecidos;
  • Esquecimento de comandos já aprendidos;
  • Falta de reconhecimento das pessoas familiares;
  • Diminuição da resposta a estímulos sonoros e, inclusive, alguns cães andam até quinas e ficam presos, sem saber como sair, ou ainda vão para o lado errado da porta na hora de sair.

Incidência

A doença acontece principalmente em cães mais idosos, sendo que, segundo estimativas, cerca de 50% dos cães com mais de 11 anos de idade apresentam um ou mais desses sintomas e mudanças de comportamento. 48% dos cães são acometidos pela doença a partir dos 8 anos, 62% entre 11 e 16 anos e acima dos 16 a incidência é de 100%.

É importante estar atento aos sinais para que seja feito o diagnóstico correto. Quando mais cedo a doença for diagnosticada, mais cedo será feito o tratamento e menores os problemas decorrentes.

Tratamento

Apesar de a doença não ter uma cura, pode ser feito um tratamento que promove o alívio dos sintomas fazendo com que o cão tenha qualidade de vida.

Existem medicamentos que podem ajudar a diminuir a ansiedade do cão, assim como algumas ações do dono. Por exemplo, quando você chegar no ambiente em que o cão se encontra, aja como se não houvesse ninguém, normalmente.

Além disso, evite comportamentos explosivos ou exagerados que possam deixa-lo ansioso demais. Alguns rituais de partida, ou seja, atitudes comuns suas antes de sair de casa devem ser alteradas, pois isso também ajudará a fazer com que fique menos ansioso.


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