Linha do tempo – Os cães nas guerras

Além de companheiro fiel do homem, o cão já participou de diversos conflitos e guerras junto a ele


Os cães são companheiros fiéis do homem, eles são usados como aliado desde tempos muito antigos. Mas você sabia que os cães participavam das guerras e outros conflitos desde tempos remotos? De acordo com o progresso do homem, sua condição nas guerras também foi mudando, mas os cães sempre estiveram e estão presentes em muitos desses momentos.

Os cães de guerra

Há relatos sobre os cães de guerra entre os egípcios, os sumérios e até nos exércitos de Ciro e Alexandre Magno. Os romanos utilizavam os cães em suas legiões, eles eram cobertos de couro e portavam fogo em alguns recipientes de bronze, esses cães incendiavam acampamentos inimigos.

Na linha do tempo

Linha do tempo – Os cães nas guerras

Foto: Reprodução

São diversos os relatos onde encontramos os cães de guerra, veja agora alguns dos principais acontecimentos em que eles estiveram presentes:

  • 525 A.C. – Cambyses II usava os cães e outros animais na linha de frente contra os egípcios. Essa era uma tática psicológica, pois ele usava da reverência religiosa que os egípcios tinham pelos animais.
  • 490 A.C. – Um cão muito corajoso foi imortalizado em um mural na Batalha de Maratona.
  • 480 A.C. – Quando inadiu a Grécia, Xerxes I da Pérsia estava acompanhado por um grupo de Hounds indianos.
  • 101 A.C. – Na Batalha de Versalhes, os cães eram comandados por mulheres e defendiam os vagões.
  • 1500 – Mastiffs e outros cães de porte grande, foram muito usados por conquistadores espanhóis contra os nativo-americanos.
  • Os conquistadores usaram cães no aniquilamento dos impérios inca e asteca. Os índios dos Estados Unidos aproveitavam seus cães como sentinelas, na captura de invasores e como fonte de alimento.
  • 1799 – Napoleão Bonaparte organizou uma grande quantidade de cachorros para lutarem na linha de frente de seus reservas.
  • 1914 – 1918 – Cães eram usados por forças internacionais para entregar mensagens importantes. Cerca de 1 milhão de cachorros morreram em serviço. Um American Pit Bull Terrier Mix, mais conhecido como sargento Stubby, foi o cachorro mais condecorado da Primeira Guerra Mundial. Ele se tornou o primeiro cachorro a se tornar sargento quando descobriu e alertou os Aliados sobre a presença de um espião alemão.
  • 1941 – 1945 – A União Soviética utilizou cerca de 40.000 cães “suicidas” que eram amarrados à explosivos para destruir tanques alemães.
  • 1943 – 1945 – A Marinha norte-americana usou cachorros que foram doados pelos seus próprios donos, no Pacífico para ajudar a dominar a ilha de volta das forças japonesas. Durante esse tempo, o Doberman Pinscher tornou-se o cachorro oficial da U.S.M.C., mas todas as raças poderiam passar pelo treinamento e se tornar cães de guerra do Pacífico.
  • 1979 – 1988 – A União Soviética utilizou outra vez os cães, porém dessa vez na guerra soviética no Afeganistão.
  • 2011 – A Marinha norte-americana usou o cão da raça Malinois Belga, chamado de Cairo, na operação Netuno, que matou Osama Bin Laden.

Algumas raças mais famosas

Os cães de guerra devem ter personalidade e qualidades bem específicas e devem ser treinados para qualquer situação. Entre as raças que possuem instinto natural para realizar os trabalhos militares, podemos citar: o Pastor Alemão, Rottweiler, Pastor Belga, Terra Nova, Dogo Argentino, Golden Retriever, Labrador, Mastiff e Doberman.


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