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Entenda o comportamento do seu cão quando ele se vê no espelho

Os pets se reconhecem no espelho? Eles tem noção de autoconhecimento? Saiba agora e descubra o que muitos já devem ter se perguntado várias vezes

Os animais domésticos são muito inteligentes, mas será que eles chegam a reconhecer a própria imagem no espelho? Essa é a pergunta que faz o artigo do ‘Barkpost’. Descubra a resposta publicada pelo site, especialista em pets.

A resposta é não. Isso foi comprovado ainda na década de 70, quando um psicólogo analisou o comportamento de cachorros frente ao espelho. O resultado foi negativo, ou seja, eles não reconhecem a imagem como sendo a deles mesmos.

Entretanto, anos mais tarde, o primatologista Frans de Waal, autor do livro ‘Are We Smart Enough to Know How Smart Animals Are?’, em português: ‘Somos Suficientemente Inteligentes para Valorizar a Inteligência dos Animais?’ afirmou que o teste do espelho não é suficiente para afirmar que os cachorros não têm alguma espécie de autoconsciência.

Entenda o comportamento do seu cão quando ele se vê no espelho

Foto: depositphotos

Neve amarela

Outros pesquisadores também acreditam nisso. Marc Bekoff colocou em prática um estudo chamado ‘Neve Amarela’. Nele, o cientista utilizou o próprio cãozinho, chamado Jethro, como objeto da pesquisa, que se dava da seguinte maneira: ao passear, o cachorro fazia xixi e ao longo do percurso, o estudioso coletava o xixi sobre a neve e depositava-o em outro lugar. Assim também ele fazia com o xixi de outros cães que ele encontrava durante o passeio.

O experimento durou cinco invernos e a conclusão foi surpreendente: mesmo em lugares diferentes, Jethro parecia reconhecer o próprio xixi, pois ele demostrava menos interesse em cheirá-lo. Quando o xixi era de outros cães, Jethro permanecia por mais tempo cheirando.

Com isso, o pesquisador pode perceber que mesmo que não reconheçam a própria imagem no espelho, por meio do olfato, os pets podem ter alguma noção de autoreconhecimento.

Identidade canina

De olho nesse estudo. Alexandra Horowitz, especialista em cognição canina, reuniu em seu laboratório 36 cachorros. Eles foram submetidos as suas próprias urinas, bem como de outros animais.

Para dificultar a identificação dos xixis, a pesquisadora adicionou a eles uma fragrância diferente. Ainda assim, o resultado foi bastante semelhante aos descobertos por Marc Bekoff no estudo ‘Neve Amarela’. Ou seja, os cães deram sinais que reconheceram os próprios excrementos ao dedicar menos atenção a eles do que aos demais.

Por isso, Alexandra Horowitz afirma: “eu não acho que seja exatamente um teste de autoconsciência. Mas certamente diz algo sobre identidade”.

Ou seja, assim como Marc Bekoff acredita, os cachorrinhos podem não ter algo tão complexo como a autoconsciência humana, todavia eles possuem uma espécie de senso que os dizem o que é originário do corpo deles.