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Doenças hepáticas também atingem animais. Veja o que fazer e como

As causas de tais problemas são comumente desconhecidas e o diagnóstico normalmente é tardio

Todos os órgãos do cachorro são essenciais para manter o organismo equilibrado e em pleno funcionamento. Um exemplo claro disso é o fígado, que desempenha diversas funções e por isso é um dos órgãos mais importantes para manter a saúde do cão estável. Dentre tantas funcionalidades, pode-se destacar algumas delas, como: armazenar glicose, desintoxicar o organismo, metabolizar os nutrientes, armazenar vitaminas e minerais, processar drogas e hormônios etc.

No entanto, quando alguma destas funções não ocorre da maneira correta, o animal pode sofrer com doenças hepáticas oriundas deste mau funcionamento.

As causas para esses problemas são quase sempre difíceis de serem estabelecidas pelos veterinários, mesmo após os exames específicos para o diagnóstico. Para a Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, as enfermidades ligadas ao funcionamento hepático de cães não são apenas doenças, “mas o resultado de diferentes etiologias que podem lesar o fígado”.

Se a doença hepática for detectada, será necessário intervenção veterinária o mais rápido possível

Na maioria das vezes, o problema crônico e difícil de ser tratado (Foto: depositphotos)

Assim, as causas de tais problemas são comumente desconhecidas e a melhor forma de reconhecer a doença no cachorro é observando aspectos gerais na saúde e bem-estar do animal. Desta forma, o tutor precisa ficar atento ao comportamento e ao estado físico do pet, pois se algum destes apresentar diferenciação fora do comum, será necessário intervenção veterinária o mais rápido possível.

Problemas hepáticos: quais são e quais os sintomas?

Dependendo de como o cachorro está, clinicamente falando, a doença pode variar. Na maioria das vezes, trata-se de problema crônico e por isso mais difícil de ser tratado.

Entre as possíveis doenças hepáticas que acometem a saúde dos cães estão: hepatite crônica, como a cirrose; hepatite infecciosa canina; distúrbios vasculares hepáticos; cistos hepáticos etc.

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Como já dito anteriormente, não é fácil estabelecer a causa de problemas como estes, mas elas podem estar envolvidas com o uso constante de remédios que interfiram no funcionamento do fígado, infecções virais ou bacterianas, doenças metabólicas, neoplasias, intoxicação, parasitas etc. Em todas estas situações, os sinais são semelhantes, podendo deixar o animal com:

  • Anorexia;
  • Letargia;
  • Perda de peso;
  • Opacidade da córnea;
  • Amarelão pelo corpo;
  • Vômito;
  • Diarreia;
  • Abdome rígido à palpação.

Diagnóstico e tratamento para problemas no fígado

De acordo com uma publicação feita para o Programa de Pós-graduação em Medicina Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria – Centro de Ciências Rurais -, da veterinária Flávia Howes, as hepatopatias têm suas manifestações percebidas quando aproximadamente 75% do fígado é atingindo. “Dessa forma, na maioria das vezes o diagnóstico é tardio, inviabilizando a cura e sendo possível apenas a manutenção do paciente.”

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Para que isso não ocorra com o animal, o tutor precisa levá-lo ao veterinário para realização de exames duas vezes ao ano ou quando algum dos sintomas listados anteriormente for evidenciado. Na clínica veterinária, o pet vai passar por exames de hemograma e bioquímico, de forma inicial.

Dependendo dos resultados, o cachorro ainda pode ser submetido a ultrassonografias ou outros exames mais detalhados. Após o diagnóstico e, dependendo da gravidade do problema, o animal poderá receber alta e tomar os remédios receitados pelo veterinário em casa. Em casos mais complexos, o cachorro ficará internado recebendo as medicações e os cuidados do especialista sob observação contínua.

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