Pit’s Ales: instituição brasileira que resgata animais maltratados

O objetivo é encontrar adotantes para cães resgatados, tratados, castrados e socializados

American pit bull terrier ou simplesmente pit bull, esta é uma das raças mais discriminadas não só no Brasil, mas em todo mundo. Tudo isso devido a fama que esse animal tem de ser agressivo. Recentemente, por exemplo, a China criou uma lei para banir a criação desta e mais outras raças consideradas ferozes.

Contudo, esta reputação imposta ao pit bull é apenas mais uma interpretação equivocada da sociedade, uma vez que esse animal pode crescer carinhoso dependendo da criação. Ao mesmo tempo, um pet dessa raça que sofre maus-tratos pode apresentar um comportamento retraído e vai precisar de ajuda para se ressocializar.

Pensando nesta perspectiva, o protetor Alessandro Desco iniciou um trabalho de resgate e tratamento de pit bull, chamado de Pit’s Ales. Há pelo menos 12 anos o comerciante se dedica aos cuidados com animais que sofrem maus-tratos em São Paulo. “O objetivo do nosso trabalho é encontrar adotantes para nossos cães após terem sidos resgatados, tratados, castrados e socializados por nós”, explica Alessandro no blog da instituição.

Trabalho do Pit’s Ales

De acordo com Alessandro, a paixão pelos animais surgiu desde a infância, tendo em vista que a família dele sempre foi apaixonada por cães. O primeiro caso, ainda segundo o protetor, foi Guerreiro, um pit bull adulto que estava pesando 12kg aos ser encontrado. “Ele estava amarrado, tudo machucado, esfaqueado, sem dentes… é difícil de descrever o estado dele”, relembra. Após se recuperar, o animal passou a integrar a família do protetor.

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Aos poucos o Pit’s Ales foi tomando forma, um trabalho que recebe ajuda de pessoas físicas através de doações, compra de produtos ou rifas. Além de pit bull, outros animais também são resgatados por Alessandro, tanto de outras raças como também os sem raça definida, chamados popularmente de vira-latas.

“É revoltante ver tantos maus-tratos. Não é mais decente doar o cão do que deixá-lo morrer aos poucos? Cada cão que morre eu sofro muito. Penso em desistir. Mas quando supero a dor lembro que outros cães precisam de ajuda. Resgatar é fácil, é bonito. Mas tem que cuidar, acompanhar. Eu faço o que posso”, indaga o protetor em seu blog.

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Um dos casos mais recentes do Pit’s Ales é o Davi, um pit bull idoso resgatado com muitos problemas de saúde. “Davi não sabe onde está e nem quem é. Totalmente fora da realidade. Cada exame é uma nova surpresa. Ele está a pouco tempo com a gente e não temos como saber se o estado de choque é devido alguma doença ou ao passado de maus tratos e negligencia.. Também não conhecemos o histórico médico dele. A verdade é que chegou para nós, só o resto dele. O resto de dignidade e forças. O que sobrou de uma vida maldita e infeliz. Agora cabe a nós juntar seus caquinhos e fazer dele um cão recuperado”, explica o protetor em uma de suas publicações no Facebook.

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Para ajudar o caso de Davi ou de outros animais que estejam sob os cuidados do Pit’s Ales, basta entrar em contato com a instituição ou com o protetor pelas redes sociais. Também é possível contactar pelo telefone, ligando para: (11) 99633-0910.

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Sobre o autor

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Jornalista (MTB-PE: 6750), formada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, pela UniFavip-DeVry, escreve artigos para os mais diversos veículos. Produz um conteúdo original, é atualizada com as noções de SEO e tem versatilidade na produção dos textos.