Pet shop é acusado de recusar atender cadela por ela ser vira-lata

O tutor de Rose ligou para o pet shop a fim de agendar um banho, mas o atendimento foi negado

Desde o último sábado (21), uma postagem no Facebook vem causando polêmica, já que nela um tutor mostra toda sua indignação após a sua cadela ser vítima de preconceito ao ter atendimento negado em um pet shop pelo simples fato de não ter raça definida.

Em seu Facebook, o designer Rafael Burity contou que ligou para o pet shop Filhotes e Fricotes Iguatemi, que fica no Shopping Iguatemi, em São Paulo (SP), na intenção de agendar um banho para sua cadela, Rose.

“Ao me perguntarem a raça informo que ela é uma SRD (sem raça definida, ou a famosa vira-lata), ouço ao fundo ‘vira-lata não né!’ e sou informado que não há horário,” escreveu o tutor na postagem.

O desabafo rapidamente ‘viralizou’ e ganhou uma grande repercussão, tendo mais de 30 mil reações até o momento desta postagem. Poucas horas depois, a página do pet shop publicou um curto pedido de desculpas em seu Facebook.

No dia seguinte, o tutor de Rose atualizou a sua postagem contando que o filho da dona do estabelecimento, entrou em contato com ele pedindo desculpas e afirmando que mesmo não tendo gravações sobre o momento, iriam investigar. Além disso, Rafael e sua cadelinha foram convidados a conhecer o pet shop, mas respondeu que não se sentiria a vontade e que Rose já havia sido bem atendida em outro local, e recusou o convite.

O tutor de Rose foi convidado para um encontro a fim de esclarecer toda a situação, mas segundo Rafael, eles desmarcaram o compromisso faltando apenas 10 minutos para a hora marcada e através de uma mensagem de celular.

Mais tarde, a Filhotes e Fricotes postou uma nota de esclarecimento em seu Facebook mostrando o seu ponto de vista sobre o que aconteceu e pedindo novamente desculpas a Rose e o seu tutor. 

Em sua última atualização sobre o caso, Rafael desabafou sobre uma entrevista feita com o filho da dona do estabelecimento.

“Muito me entristece que este meio de comunicação tenha produzido uma matéria ouvindo apenas uma dos lados do caso. Ou seja, não me deram oportunidade de detalhar o que aconteceu com minha Rose”, escreveu Rafael.