Essenciais ou não? Saiba mais sobre os bigodes dos cães

Sem os bigodes, o cachorro pode mudar seu comportamento e se tornar um animal mais agressivo

Tosar os pelos, aparar as unhas, limpar os dentes e orelhas e até colocar lacinhos e gravatinhas são alguns procedimentos estéticos e de limpeza comuns para os tutores que desejam deixar o cachorro com aparência mais limpa.

Se realizados corretamente, nenhum desses cuidados prejudicam a saúde do animal. Mas muitos petshops e donos de cães costumam fazer algo que pode trazer sérias consequências para o cachorro: cortar o bigode deles.

O que poucos sabem é que o bigode é algo fundamental na vida dos cães e cortá-los pode trazer algumas sequelas na vida do animal.

Para que serve o bigode dos cães?

Os bigodes caninos funcionam como uma espécie de “sexto sentido” deles. Ou seja, cortá-los pode limitar o poder de caça do cão, entre outros malefícios.

Cortar os bigodes dos cães pode limitar o poder de caça deles

Os bigodes servem sobre tudo para orientação espacial (Foto: depositphotos)

Eles também ajudam a fazer com que o cão sinta a corrente de ar, os ajudam a terem noção de espaçamento, por exemplo, dentro de buracos e a medirem determinadas distâncias.

O que acontece se cortar o bigode do cachorro?

Quando o bigode do cão é cortado, isso significa que ele vai ficar desorientado e começar a andar estranho. Ele também pode se tornar um animal tímido, manso e inseguro.

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O contrário também pode acontecer e o cachorro pode mudar seu comportamento e se tornar um animal mais agressivo por um tempo.

Caso você já tenha cortado o bigode do seu cão, não se preocupe, pois isso não será um mal permanente. Logo o tipo de pelo voltará a crescer e a cumprir sua determinada função na vida do cachorro.

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Realmente são bigodes?

“Bigode” é apenas um apelido que damos para esses pelos encontrados na face do cachorro. O termo técnico para referir-se é “vibrissas”, que tem origem do latim e significa “vibrar”.

As vibrissas não ficam localizadas apenas acima dos lábios superiores, quase no fim das bochechas. Há também esses tipos de “bigodes” acima dos olhos (bigodes supra-ciliares ou supraorbitais) e no queixo (tufos ou vibrissas interramais).

Mas esses pelinhos não são próprios para receberem carinhos. Evite tocar, puxar ou alisá-los. Apesar de não ser dolor ao toque, isso gera um certo desconforto ao cão, pois causam uma reação nervo sensorial ao movimento.