Conheça o cão mais antigo do Brasil e descubra o que ele comia

O fóssil encontrado tem em torno de 1.500 anos e é a prova de que os cães foram domesticados no Brasil, muito antes da chegada dos portugueses


Antes de descobrirem o cão mais antigo do Brasil, os cientistas acreditavam que os cachorros só teriam chegado as Terras Tupiniquins junto com os europeus.

Todavia, recentemente foram encontrados os fragmentos de um cão que, segundo os estudos feitos até então, teria morrido entre 1.700 a 1.500 anos atrás. Isto significa dizer que existiam cachorros no Brasil há aproximadamente mil anos antes da chegada dos portugueses.

Por estes números, este é considerado o cão mais antigo do Brasil. Mas, além da idade do animal, também foi possível criar uma imagem ilustrativa sobre como ele era, descobrir o que ele comia e ainda houve a possibilidade de levantar a hipótese de que este seria um peludo domesticado.

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Foto: reprodução/RBSTV

Fóssil canino: onde foi encontrado, como era e o que fazia?

A união dos pesquisadores da Universidade de Teesside, na Inglaterra, com os cientistas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e do Instituto Nacional de Antropologia e Pensamento Latinoamericano, na Argentina, concretizou o estudo sobre o fóssil canino encontrado no Rio Grande do Sul.

Para os especialistas envolvidos no caso, o cachorro encontrado tratava-se de um exemplar de Canis lupus familiares, isto é, um cão doméstico.

Esta teoria foi levantada, pois o vestígios estavam localizados em um lugar onde funcionava um acampamento de humanos. Assim, acredita-se que este cachorro mantinha uma relação saudável com os humanos e comiam os restos dos animais aquáticos que os homens deixavam. Contudo, ainda é necessário mais aprofundamento sobre estas questões.

Com relação ao físico do animal foi possível determinar que ele tinha um porte médio, possuía uma cara de bravo e tinha o corpo coberto por pelos de cor escura. A postura e as características lembram a de um cão da raça doberman, mas ainda serão necessário vários estudos genéticos para determinar a raça específica deste peludo.

Importância da descoberta

Enquanto que nas Américas do Norte e Central, os cientistas descobrem fósseis de 10 mil anos, os que eram desvendados na América do Sul, incluindo o Brasil, só indicavam a presença de cães após a chegada dos europeus. Agora, após a descoberta deste cachorro, é possível afirmar que a domesticação foi iniciada nas Terras Tupiniquins muito antes da vinda dos portugueses.


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