Cinoterapia: cães para tratar crianças com problemas psicológicos

A técnica utiliza os cachorros no dia a dia das pessoas porque eles conseguem trazer benefícios pedagógicos, psicológicos e sociais ao paciente


Quanto mais o tempo passa, mais a sociedade enfrenta um cotidiano de ritmo frenético. Esse estilo de vida, por sua vez, não altera só o comportamento físico e psicológico dos adultos, mas também e principalmente das crianças.

Por estarem em um processo de construção moral, as crianças são alvos fáceis de problemas decorrentes da limitação de tempo, pois acabam sofrendo com o estresse e outros transtornos de cunho psicológico.

Nesta perspectiva, psicólogos passaram a realizar estudos com relação ao comportamento das crianças após o convívio com animais de estimação, em especial cães. Foi então que surgiu uma técnica chamada de Pet Terapia, onde cachorros são utilizados no dia a dia das pessoas trazendo benefícios pedagógicos, psicológicos e sociais ao paciente, especialmente no caso de crianças. A partir desses estudos surgiu a cinoterapia, que tem a capacidade de oferecer benefícios no comportamento afetivo dos pequenos.

Cinoterapia: cães para tratar crianças com problemas psicológicos

Foto: depositphotos

Comprovações científicas

Na cidade de Campos dos Goytacazes foi realizada uma pesquisa qualitativa através de entrevistas com duas psicólogas que utilizam a cinoterapia em seus pacientes e 10 pais com filhos de idades entre 3 a 10 anos. Em algumas dessas famílias existem cães e outras não convivem com nenhum animal. De acordo com os pesquisadores, as crianças que têm o contato com cachorros são mais afetuosas, inteligentes, possuem um melhor relacionamento social e são menos agressivas.

Estas observações foram constatadas devido às características dos cães. Por exemplo, o espírito alegre e brincalhão dos cachorros fazem com que as crianças brinquem por mais tempo e tenham um companheiro incansável para estes momentos.

Além disso, os animais desta espécie são afetuosos e trazem tranquilidade para os tutores. Também podem ser amigos nos momentos de solidão, tristeza, insatisfações e até mesmo quando o dono se encontra doente, tendo em vista que eles não julgam e com um olhar são capazes de transbordar sentimento de paz.

A aplicação das teorias da cinoterapia

As técnicas desse tipo de terapia tornaram-se teses de estudo na Inglaterra, no século XVIII. Contudo, só no mundo contemporâneo é que esse tipo de trabalho foi colocado em prática. Por exemplo, os estudiosos Marty Becker (2003) e Golden (2004) reforçaram as pesquisas antigas sobre esse trabalho e com isso criaram teorias sobre o convívio entre cães e crianças.

Atualmente, ainda existem poucos profissionais do campo da psicologia que utiliza esse tipo de trabalho. Mas como pode ser visto nos casos já citados, ele é realmente eficaz e transforma a vida da criança para melhor. Assim, os pais que adotam cães dão a oportunidade aos filhos de se tornarem adultos responsáveis, sensibilizados com os outros, mais fraternos e felizes.


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