Cães podem ter alergias? Veterinária explica

Segundo a veterinária Bárbara Haro, existem algumas raças que são mais predispostas a desenvolver alergias, como poodles, pugs, e buldogues


O Clube para Cachorros já mencionou em outros artigos que os animais podem desenvolver diversas doenças que também afetam o organismo humano. Um exemplo desta realidade é a condição alérgica que muitos peludos desenvolvem e que de certa forma também atinge algumas pessoas.

Neste sentido, quando o pet entra em contato com um determinado alérgeno, isto é, o elemento que provoca a alergia, o organismo do bichinho começa a responder com o intuito de eliminar este corpo estranho, conforme explica a veterinária Bárbara Haro, do site Meu Cão Velhinho: “as alergias são reações de defesa exagerada do organismo. Para que essa reação exagerada aconteça, é preciso que haja uma exposição repetida do corpo a um determinado alérgeno”.

As reações provocadas pelas crises alérgicas nos cães podem surgir de diferentes formas, por isso é importante que o tutor saiba reconhecer qual elemento provoca este problema e quais sintomas podem surgir quando o animal entre em contato com o alérgeno. Além disso, é necessário ficar atento nas formas de controle da alergia, uma vez que não há cura e sim tratamentos.

Cães podem ter alergias? Veterinária explica

Foto: depositphotos

Como surgem as alergias e quais os principais alérgenos?

“O que faz com que alguns cães tenham alergia ou não é, principalmente, a genética. Cada indivíduo pode ter uma sensibilidade diferente, e é por isso que alguns cães podem ser alérgicos a várias coisas diferentes, enquanto outros, simplesmente não sofrem com alergias”, explica a veterinária.

Ainda segundo a médica, existem algumas raças que são mais predispostas a desenvolver alergias, como poodles, pugs, e buldogues. Isto não quer dizer, porém, que apenas estas raças ou todos os animais que fazem parte delas desenvolvem esta condição. Em outras palavras, qualquer animal pode apresentar irritações quando entrar em contato com os alérgenos, sendo os principais deles:

  • Poeira;
  • Pólen;
  • Produtos de higiene e de limpeza;
  • Proteínas dos alimentos;
  • Saliva das pulgas.

Sintomas da alergia

Quando o animal reage a um elemento que lhe causa alergia, é comum que o problema se manifeste através da pele, independentemente se o cão tocou, inalou, ou ingeriu o alérgeno. “Cães alérgicos se coçam muito, podendo ficar com falhas de pelos que foram causadas pelo próprio cão ao se coçar. Eles podem ter otites (infecções de orelhas), lacrimejamento, e podem lamber e morder as próprias patas obsessivamente”, alerta Bárbara Haro.

A médica ainda lembra que é possível, mesmo que raro, haver uma manifestação alérgica no sistema respiratório, podendo provocar ataques de asma e até mesmo choques anafiláticos.

Tratamentos contra as alergias em cães

O primeiro passo é reconhecer qual é ou quais são os alérgenos que causam tais sintomas no animal. Para isso, é preciso realizar alguns testes com  o acompanhamento de um veterinário de confiança e por um certo período de tempo.

“Por exemplo, se houver suspeita de que um cão seja alérgico à carne bovina, então ele deve passar 3 a 4 semanas sem comer carne bovina (inclusive da ração) para que se observe como ele reage. Os testes devem ser feitos com apenas um alérgeno de cada vez, para que consigamos realmente identificar o que faz mal para o cão ou não”, exemplifica a médica.

Descoberto o real problema, o paciente deve se manter distante do alérgeno, tendo em vista que não há cura, mas sim tratamentos. Uma das formas de controlar esta doença é evitando que o pet tenha contato com o elemento causador da alergia. “Um cão alérgico às picadas de pulgas, por exemplo, deve ser mantido continuamente protegido por medicamentos anti-pulgas: basta uma picada para que ele se coce por até três semanas!”, afirma Bárbara.

Já no caso onde o alérgeno não for identificado ou quando não é possível removê-lo, o animal deverá ser tratado com medicamentos receitados pelo especialista. “Existem vacinas para o tratamento de alergias, mas elas têm um alto custo, devem ser feitas sob encomenda, e não funcionam para 100% dos casos”, finaliza.


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