Acredite: Há 150 anos a ‘raça’ do seu cachorro ainda não existia

O conceito de “raças” caninas começou a mudar com a transformação da nossa relação com esses animais. Saiba mais neste artigo


Você sabia que a nossa relação com os cães começou entre 30.000 e 100.000 anos atrás? No entanto, as criaturinhas tão amáveis que temos hoje não se parecem com os animais de antigamente.

Pode-se dizer que as raças de cães que conhecemos atualmente não existiam até pouco tempo atrás – cerca de 150 anos.

Histórico

A maioria das raças caninas foi criada pelo homem para servir a um propósito. Durante a Era Vitoriana na Inglaterra, a ideia de “raças” estava mais relacionada à função desempenhada pelo animal e não pela sua aparência. Os cães eram utilizados em diversos trabalhos, como caça, puxar carrinhos, trabalhos agrícolas e outras atividades similares.

Acredite: Há 150 anos a 'raça' do seu cachorro ainda não existia

Foto: depositphotos

Nesse período, não existiam “raças” distintas, embora existissem algumas similaridades na aparência dos bichinhos de quatro patas.

O conceito de “raças” caninas começou a mudar com a transformação da nossa relação com esses animais. Em meados do século XIX, a Inglaterra estava no auge da Revolução Industrial e, durante esse período, as reformas de higiene exigiam que os animais da fazenda fossem transferidos da cidade. Nessa mudança, os cães permaneceram.

A mudança da relação entre homem e cachorro

O papel do cachorro na sociedade começou a mudar em meados do século XIX. Com a permanência desses animais nas fazendas, eles deixaram de ser animais de trabalho e tornaram-se animais de estimação. Com o decorrer do tempo, os seres humanos explicitaram o seu desejo de “moldar” esses animais, fazendo com que exibissem traços específicos.

Assim, os cães começaram a serem criados para exibir determinados traços seletivos, e os denominados “kennel clubs” foram estabelecidos, a fim de supervisionar as apresentações desses cães.

Considera-se que as raças de cães que conhecemos hoje apresentam uma variedade muito acentuada, não apenas pela tendência natural do cão à variação, mas também devido aos efeitos de uma domesticação muito antiga. Através dos tempos, o ser humano trabalhou para obter a fixação de diferentes características físicas e psíquicas dos cães.

Atualmente, as raças de cachorros estão divididas em 11 grupos caninos:

Grupo 1 (cães pastores e boiadeiros)
Grupo 2 (pinschers, schnauzers e molossóides)
Grupo 3 (cães terriers)
Grupo 4 (dachshunds)
Grupo 5 (spitz e cães do tipo primitivo)
Grupo 6 (farejadores e raças assemelhadas)
Grupo 7 (apontadores)
Grupo 8 (retrievers, levantadores e cães d’água)
Grupo 9 (cães de companhia e toys)
Grupo 10 (galgos ou lebréis)
Grupo 11 (raças com registro provisório).


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