Pesquisadores revelam possíveis motivos que levam labradores a engordar

Estudo teve como base 310 cães que foram examinados e pesados por veterinários


Um estudo publicado na revista Cell Metabolism no último dia 3, revelou algumas informações que podem ser significativas para entendermos porque labradores tendem a engordar.

O estudo teve como base 310 cães que foram examinados e pesados por veterinários, assim como foram analisados os interesses dos cães pela comida de acordo com um questionário preenchido por seus tutores. Analisando os resultados, foi possível determinar uma alteração no gene denominado POMC, que está diretamente ligado ao apetite e ao excesso de peso e obesidade. Cada mutação, segundo os cientistas, pode significar cerca de 1,9 kg a mais no cão.

Os genes

O cérebro tem um mecanismo importante que ajuda o cão a reconhecer os sinais de fome e de saciedade, e esse gene em mutação, o POMC, age diretamente sobre esse mecanismo. Segundo a veterinária da Universidade de Cambridge, Eleanor Raffan, do Reino Unido e principal autora desse estudo, “As pessoas que têm labradores muitas vezes dizem que eles são obcecados por comida, o que corresponde ao que sabemos sobre os efeitos dessa variação genética”.

Uma média de 23% dos labradores (aproximadamente 1 a cada 4 cães da raça) têm ao menos uma cópia dessa variante genética.

Imagem de labrador gordo deitado no chão

Foto: Depositphotos

Como o excesso de peso afeta a vida do animal?

Apesar de muitos considerarem “fofo”, e até mesmo agradável essa atração por comida que o labrador tem (por ser, inclusive, mais fácil de adestrar), o excesso de peso traz muitos riscos à saúde, como o câncer, doenças cardíacas, diabetes e problemas de mobilidade, sem contar problemas nas articulações e na coluna, que passam a sofrer mais com o peso.

Além disso, o risco em cirurgias é aumentado, há maior pressão sobre os pulmões e rins, desenvolvimento de problemas respiratórios, aumento da probabilidade do desenvolvimento de tumores, perda da eficácia do sistema imunológico, problemas gastrointestinais, entre outros.

Por isso, tutores de cães, independentemente de raça, mas com atenção especial aos cães que têm tendência para engordar, precisam atentar aos alimentos oferecidos aos pets, e à quantidade que é oferecida diariamente. A obesidade canina afeta entre 34% e 59% dos cães de países ricos, sendo que os labradores são significativos nesses números.

Outras raças que merecem atenção quanto ao peso, são beagle, boxer, dachshund (teckel), bulldogue inglês, pug, pastor alemão, golden retriever, rotweiller e terra nova, entre outros.

Como evitar a obesidade canina?

Oferecer ração de qualidade, sempre na quantidade indicada no pacote ou pelo médico veterinário responsável por seu pet é essencial. Além disso, cães precisam praticar atividades físicas regularmente para gastar energia. Sempre siga orientações do veterinário para condições especiais de saúde.


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