Pancreatite nos cachorros: sintomas e tratamentos

A pancreatite é uma doença inflamatória grave, que pode ocorrer de forma aguda ou crônica


A pancreatite é uma doença inflamatória que atinge o pâncreas de cães e gatos. Trata-se de uma doença grave, que pode ocorrer de forma aguda ou crônica, causa muita dor e deve receber tratamento intensivo.

O pâncreas é um órgão responsável por várias funções no organismo, como a produção de insulina, regulagem dos níveis de glicose e produção de enzimas digestivas, as substâncias que auxiliam na digestão dos alimentos.

Pancreatite nos cachorros: sintomas e tratamentos

Foto: Reprodução/ internet

Causas e sintomas da pancreatite em cães

São diversas as causas de pancreatite em cães: fatores de nutrição, como, por exemplo, elevados níveis de gorduras na dieta; doenças endócrinas, como o diabetes e hiperadrenocorticismo; uso inadequado de medicamentos, como anti-inflamatórios, corticoides, hormônios, diuréticos etc., que podem levar à inflamação pancreática.

Algumas raças, como poodle, schnauzer miniatura e cocker spaniel podem ter predisposição genética a essa doença. Outras causas da doença incluem agentes infecciosas, doenças concomitantes no fígado ou intestinos e traumatismos.

Os acidentes com escorpiões também podem causar a pancreatite, pois ação do veneno provoca inflamação aguda do pâncreas e hemorragia interna.

Os principais sintomas da pancreatite em cães são os seguintes:

  • Vômitos constantes;
  • Diarreia;
  • Cólicas abdominais;
  • Falta de apetite;
  • Fraqueza;
  • Emagrecimento progressivo;
  • Desidratação;
  • Apatia e depressão;
  • Dificuldade de respirar.

Os sintomas podem ser bastante parecidos aos de outras doenças e, assim que perceber qualquer um dos sinais acima, o médico veterinário deve ser procurado imediatamente.

Diagnóstico e tratamento

A melhor maneira de diagnóstico da pancreatite nos cachorros é pela realização de um exame de ultrassom de abdome, pelo qual é possível observar as alterações na região do pâncreas e nos órgãos ao redor dele. Outros exames de laboratório também podem ajudar no diagnóstico, como um exame de bioquímica sérica, dosagem de TLI, pressão arterial e hemograma, que identifica possíveis causas e complicações.

As análises de sangue são necessárias para a avaliação dos níveis séricos das enzimas produzidas pelo pâncreas, como a amilase e a lipase. A doença é grave e, se o início do tratamento for tardio, pode comprometer outros órgãos, levando a complicações generalizadas.

Os casos agudos de pancreatite podem demandar a internação do cão para a realização de fluidoterapia, que corrige a desidratação e melhora a circulação do pâncreas. A medicação de forma intensiva, com antibióticos, também é necessária para tratar as causas infecciosas ou infecções secundárias. Alguns casos podem precisar de cirurgia para remover a parte afetada do pâncreas e, após a alta do animalzinho, o acompanhamento do tutor é fundamental, com a realização de visitas periódicas ao veterinário.

O tratamento de suporte para amenizar os sintomas também é necessário e deve ser feito pelo médico veterinário, com a administração de protetores gástricos, anti-eméticos, analgésicos etc.

As mudanças na dieta são essenciais para os animais que tenham a doença diagnosticada: os alimentos devem ter baixos níveis de gordura e proteínas que sejam facilmente digeridas. Lembre-se que uma das causas do aparecimento da pancreatite é a alimentação gordurosa, por isso, cuide bem da alimentação do seu pet para evitar este e outros problemas de saúde.


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