Exame mielografia para cachorros

Saiba mais sobre a mielografia para cães, um exame de imagem que consiste na introdução de uma agulha no interior do espaço subaracnoide espinhal.


A mielografia é um exame de imagem que consiste na introdução de uma agulha no interior do espaço subaracnoide espinhal, com a administração de uma substância de contraste, com o objetivo de torná-la visível aos exames radiográficos ou tomografias computadorizadas.

A mielografia para cães já foi bastante utilizada na medicina veterinária para avaliação complementar nos casos de suspeita de lesões compreensivas na medula espinhal.

O que é o exame mielografia para cachorros?

A mielografia é uma técnica radiográfica que utiliza contraste iodado a fim de visualizar o trajeto medular do cão. É realizado com uso de anestesia geral e a punção pode ocorrer no segmento cervical (mais utilizado) e/ou lombar.

Este exame é considerado uma excelente ferramenta para esclarecer a origem de massas intradurais, sendo intra ou extramedulares. É importante em casos suspeitos de lesões compreensivas na medula espinhal, que leva a disfunções neurológicas e podem ter consequências como a paralisia dos membros torácicos e/ou pélvicos do animal.

Exame mielografia para cachorros

Foto: Pixabay

Na verdade, atualmente este tipo de exame está em desuso, porque existem outras opções, tais como os exames de ressonância magnética, exame de escolha para avaliação da coluna vertebral e de mielotomografia/tomografia computadorizada, exames que fornecem maiores informações. No entanto, apesar dos riscos da punção e do uso de contraste, eles são necessários, pois a visualização da medula numa radiografia comum não é possível.

Como é realizada a mielografia?

Para realizar este exame, o animal deve estar pré-medicado, anestesiado e deitado de lado, para que a punção seja feita com uma agulha adequada. O procedimento consiste, primeiramente, na drenagem do líquor para, posteriormente, ser injetado o contraste de escolha, o que proporciona a visualização do canal medular.

Na maioria das vezes, a punção é cervical e realizada em uma das três aberturas existentes no espaço subaracnoide, a cisterna magna. A coleta do líquor auxilia no diagnóstico do cão, já que, em alguns casos, o exame não é conclusivo, necessitando da análise do líquor.

Este exame é acompanhado por um anestesista e pelo médico veterinário radiologista. Dentre os riscos deste tipo de exame está a convulsão, que o mais comum deles, e o animal também pode apresentar vômitos, apnéia durante a punção, hipertermia e hiperestesia. A mielografia é contraindicada para os animais que apresentam alguma doença infecciosa, pelo risco de a infecção se espalhar através do espaço subaracnoide.


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