Obesidade nos cães

Fique alerta, a obesidade deve ser tratada com muito cuidado e pode ser prevenida


Os especialistas na área afirmam que obesidade é um excesso de gordura existente no corpo, e não um excesso de peso em si, pois o peso pode aumentar com o ganho de massa muscular ou retenção de água por exemplo. Mas a obesidade varia de indivíduo para indivíduo, dependendo de alguns fatores como raça, tamanho, morfologia. É possível perceber a obesidade pelas deformações que ela causa ao corpo, seja em uma forma geral ou em algum ponto específico.

O veterinário diagnostica a obesidade através da apalpação do animal na região do tórax. Já o zootécnico, utiliza de algumas fórmulas para se chegar ao nível de obesidade do animal. A consiste em utilizar o peso do animal e o perímetro torácico para se achar o grau de desvio comparado com uma proporção normal. Após achar o desvio ele analisa uma tabela pré-definida e sabe-se aproximadamente o grau de obesidade.

Obesidade nos cães

Foto: Reprodução

Causas da obesidade nos cães

O principal problema causador da obesidade no animal é a superalimentação, ou seja, alimentar o animal mais do que é necessário.  Outro fator que causa a obesidade são os problemas hormonais, e esse problema atinge cerca de 25% dos cães.  Parte desses animais também sofrem com problemas de estresse, que podem aparecer pela falta de atividades físicas, de carinho, pela solidão e outros. Esse estresse leva o animal a comer mais que o normal, como uma forma de preencher esse vazio que ele está sentindo. Castrar o animal também pode fazer com que ele passe a comer mais, principalmente se for uma fêmea, pois os hormônios colocados nela pode fazer com que se desenvolva a Síndrome de Cushing. Essa síndrome é caracterizada pelo um abdômen dilatado, músculos flácidos e queda da pelagem. O animal passa a beber e urinar frequentemente e dificilmente se sacia.

Consequências da obesidade

Um animal obeso é mais propenso a ter complicações de saúde do que um animal não obeso. Entre os principais problemas temos:

Risco aumentado em cirurgias – Se o animal precisar passar por uma cirurgia, ele precisará de uma dose maior de anestesia, e alguns órgãos podem ser cobertos pela gordura dificultando a visibilidade.

Maior pressão sobre o coração, pulmões, rim e articulações – A maioria dos órgãos do animal passa a ter uma maior atividade tentando manter o maior volume de massa do animal.

Agravamento de doenças articulares, como a artrite – Por causa da gordura o animal acaba tendo um peso maior e com isso ao se movimentar acaba forçando as articulações mais que o normal. E pior ainda é quando a obesidade acontece em cães de grande porte, pois eles por natureza já são mais propensos a ter problemas de displasia

Desenvolvimento de problemas respiratórios em tempo quente e durante exercício – Por causa da gordura acumulada os pulmões de um animal obeso acabam ficando com um espaço menor, portanto, quando necessário haver uma respiração mais intensa o animal acaba tendo que forçar os pulmões gerando um cansaço.

Desenvolvimento de diabetes – A obesidade facilita o animal a obter a diabetes, esta, uma vez adquirida é uma doença sem cura que pode levar o animal a cegueira. O auto teor de açúcar na alimentação pode ser o motivo desta doença.

Aumento da pressão sanguínea que pode originar problemas cardíacos – Por causa da obesidade o coração acaba tendo necessidade de trabalhar em um ritmo mais forte, pois precisa bombear mais sangue devido a maior massa do animal.

Perda de eficácia do sistema imunológico – O sistema imunológico de um animal obeso acaba sendo mais frágil que o normal, e com isso contaminações virais acabam agredindo mais o animal.

Como tratar?

Abaixo segue algumas medidas que poderão ser suficientes para tratar a obesidade ou evitar que o cão acabe ganhando esse peso excessivo de gordura.

  • Ao saber que o cão está obeso, é importante passar a observar com que frequência o cão está se alimentando e a proporção dessa alimentação.
  • Nutricionistas afirmam que o cão que está acostumado a comer uma certa quantidade de alimento, provavelmente continuará a comer a mesma quantidade, então, é importante que haja uma diminuição na energia dessa alimentação e não na quantidade.
  • Ao invés de dar grandes quantidades de ração de uma vez, é mais interessante fracionar a quantidade de ração q será dada ao animal. Ou seja, dar pequenas quantidades várias vezes ao dia.
  • Alimentar o cão com alimentos que você tenha o conhecimento energético do mesmo, ou então, alimentá-lo com rações dietéticas ajudará bastante no combate a obesidade.
  • As guloseimas deverão ser dispensadas. Nada de biscoitinhos, chocolates, pedaços de queijo, entre tantas outra. O animal deve apenas se alimentar com o que necessita.
  • Tentar fazer com que o animal beba bastante água também é importante na luta contra a obesidade.
  • Praticar alguns exercícios físicos regularmente. Ex: caminhadas, corridas, pegar bolinha.
  • Junto com um veterinário, aplicar ao cão um programa preciso de emagrecimento.
  • Acompanhar o desenvolvimento do cão com uma balança e anotar os resultados em um diagrama é uma forma de avaliar os resultados ou observar se está indo pelo caminho certo.
  • Após detectar que o cão não está mais obeso, deverá haver uma reformulação na alimentação do animal, afim de fazer com que ele mantenha aquele peso. Geralmente a diminuição de 10% da alimentação que ele comia até ficar obeso é o bastante para que ele mantenha o peso atual.


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