Linfoma em cães – Fique por dentro deste assunto

Entenda o que é o linfoma em cães, quais são os sintomas, raças e idades de ocorrência


O linfoma é uma doença que acomete os linfonodos – glânglios -, afetando posteriormente outros órgãos, como o baço, fígado, pulmões e rins. A mais comum se inicia nos cães por um aumento dos gânglios, principalmente os localizados abaixo da mandíbula.

Apesar de não se conhecer exatamente a origem do linfoma canino, sabe-se que pode ser tratada, que afeta fêmeas e machos na mesma proporção, mas que algumas raças estão mais predispostas, como o Boxer, o Golden Retriever e o Scotish Terrier. Além disso, é mais comum em cães de idade entre 5 e 9 anos, mas pode afetar outras idades também.

Linfoma em cães

Foto: Reprodução

Sintomas

Entre os sintomas, além do aumento dos gânglios, podemos citar a perda de peso, diminuição do apetite, além de outros relacionados com a localização dos tumores. Normalmente, os tumores que se desenvolvem nos linfócitos formam inchaços, sem muitos outros sintomas. Quando se formam no intestino, os sintomas envolvem vômito, diarreia e perda de peso. Os cães podem apresentar falta de ar e sons cardíacos abafados, e sua pele pode apresentar nódulos simples ou múltiplos, inclusive na boca.

Diagnóstico e estágios do linfoma em  cães

Para identificar o linfoma em cães, é preciso fazer uma combinação de testes diagnósticos que envolvem exames de sangue com amostras coletadas com agulha fina no local do tumor, biópsias, radiografias e ultrassom. Além disso, outros testes são indicados dependendo da localização do tumor.

Um sistema de classificação por estágios do linfoma em cães foi desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde, de forma a determinar o prognóstico e tratamento.

  • Fase I: aparecimento de um nódulo linfático único.
  • Fase II: aparecimento de vários nódulos linfáticos em uma única região.
  • Fase III: aparecimento de vários nódulos linfáticos em várias regiões.
  • Fase IV: aparecimento de nódulos no fígado e/ou no baço – podendo ou não ter envolvimento de gânglios linfáticos.
  • Fase V: aparecimento na medula óssea ou no sangue e/ou em outros órgãos além do fígado, baço e gânglios linfáticos.

Quando os sintomas ainda não são visíveis, os cães podem ser classificados ainda como pré-estágio A, e se já apresentam sinais visíveis como pré-estágio B.

O tratamento

Quando os cães são diagnosticados com linfoma, o tratamento deve ser começado. Por ser considerada uma doença sistêmica, a cirurgia e a radiação são impraticáveis, além de ineficazes. Neste caso, o tratamento consiste em quimioterapia e uma combinação de drogas orais e injetáveis ministradas em uma base semanal. Isso, no entanto, varia dependendo do veterinário. Os donos de cães com linfomas podem ainda consultar um oncologista veterinário de forma a buscar informações sobre novas recomendações de tratamento.

É importante que você sempre leve seu cão ao veterinário, frequentemente, para realizar check-ups. O que não podemos ou não sabemos identificar em casa, um profissional pode detectar previamente, podendo salvar o seu cão e melhorar sua qualidade de vida.


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