Entenda a ocorrência de ‘bico de papagaio’ em cachorros

Algumas raças estão mais sujeitas a apresentar esse problema, como dachhund, basset, beagle, pequinês e scotish terrier


Algumas doenças atacam tanto os seres humanos quanto os animais. Bico de papagaio é uma delas, e se resume em um problema que afeta a coluna vertebral do doente e o deixa impossibilitado de fazer exercícios e se locomover com facilidade, devido a uma intensa dor provocada. Sendo assim, imagine um cão que não pode pular, correr e brincar normalmente com o seu dono? Isso não deve ser nada fácil para o animal suportar, pois é uma mudança muito brusca no seu comportamento natural.

Como não há dúvidas que a perda desses movimentos é pior para eles do que para os seres humanos, é necessário o tutor ficar muito atento ao comportamento do animal e tentar descobrir, o mais cedo possível, qual é o problema. No caso dessa doença há duas saídas, cirurgia ou fisioterapia. Desta forma, descubra quais os sinais da doença, como ela se desenvolve, as formas de tratamentos e os cuidados necessários.

Percebendo os sintomas e a existência da doença

Bico de papagaio é um osteófito que se forma na coluna vertebral, uma espécie de esporão que surge pelo desgaste da coluna provocado pelo movimento vertical no andar, correr e saltar animal. Ocorre na fase madura do cão e causa fortes dores na área da coluna. Principalmente, logo após algum movimento do animal. Um passo maior e a dor vem em seguida.

Entenda a ocorrência de 'bico de papagaio' em cachorros

Foto: Pixabay

Algumas raças estão mais sujeitas a apresentar esse problema, como dachhund, basset, beagle, pequinês e scotish terrier. Todos esses animais possuem uma característica em comum: eles têm a coluna bem maior que a altura de suas patas. Como elas são mais curtas, não conseguem absorver todos os impactos provocados pelos movimentos do animal e isso acaba por desgastar estas vértebras. Apesar disso, qualquer animal pode desenvolver essa doença. Outro fator que desencadeia esse problema é a obesidade.

Essa inflamação é uma espécie de Lesão por Esforço Repetitivo (LER). Imagine que, nas vértebras, uma ponta se forme ao fazer algum movimento, por mais simples que seja, e essa área pontiaguda penetre na carne do animal. É basicamente isso que ocorre no organismo do paciente canino. O bico é uma calcificação e é bastante doloroso.

O cão que apresentar essa doença fica muito quieto e, nos dias frios, a dor provocada fica ainda mais evidente. Eles não suportam o toque nessas regiões do corpo e pode aparecer inchaço sobre a pele do pet.

Como descobrir e tratar bico de papagaio?

A única forma de descobrir o problema é levando o cachorro ao veterinário, pois é o único profissional apto para diagnosticar essa doença. Sendo assim, se o cão apresentar alguns sintomas leve-o imediatamente ao médico. O especialista, com a ajuda de radiografias, poderá localizar o esporão e assim saberá como proceder o tratamento.

Se a inflamação estiver numa área do corpo de fácil acesso, pode ser retirada facilmente por meio de cirurgia. Porém, se estiver próximo ao tórax, a retirada cirúrgica não é possível e, assim, a fisioterapia é o caminho mais indicado.

Confirmado o bico de papagaio no cão, a vida dele mudará por completo. Você, tutor, deve reduzir ao máximo os exercícios, ao mesmo passo que controlar a alimentação do animal. Além disso, precisa diminuir as brincadeiras e ainda retirar obstáculos do ambiente, para evitar que o pet tenha que subir ou descer escadas ou degraus altos.

O cão diagnosticado com essa doença, precisará tomar anti-inflamatório receitado pelo veterinário. Cães obesos devem entrar em uma dieta a qual só a alimentação deve ser modificada e nada de exercícios, uma boa dica de ração é a dietética. Mas, se o animal já for esguio, o ideal é ajudá-lo a manter o peso.


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