Discopatias em cachorros

Entenda o que são as discopatias em cachorros e saiba identificar os sintomas. Descubra quais raças são propensas e saiba como é o tratamento


Você sabia que os cães também tem problemas com dores nas costas? Isso ocorre em decorrência de alguns problemas de saúde que acometem a coluna do cão, causando dores intensas que devem ser tratadas para alcançar uma qualidade de vida melhor.

O que são discopatias?

Trata-se de uma doença do disco invertebral, ou seja, uma condição bastante dolorosa que acomete os cães e pode causar, inclusive, a perda da capacidade de andar. Algumas raças como o basset e o daschund são acometidas por essa doença com mais frequência, justamente pelos cães dessas espécies serem baixinhos e compridos. A doença, no entanto, não é rara, e pode acometer cães de raças diversas.

Como ocorre

As vértebras das colunas têm, entre uma e outra, um tecido cartilaginoso cuja responsabilidade é a mobilidade e a flexibilidade, permitindo assim que os cães se movimentem e não sintam tanto o impacto na coluna ao andar. A doença, também conhecida como hérnia de disco, é o quadro em que há uma degeneração desses discos de tecido cartilaginoso. Tal complicação pode ser causada por lesões e traumas na medula espinhal, além, é claro, da predisposição genética.

Doença não é rara e pode acometer cães de raças diversas

Foto: Reprodução/ internet

Sintomas e ocorrência

Com muita dor – sendo esse o principal sintoma apresentado por cães acometidos pela doença -, a condição é normalmente diagnosticada em animais mais idosos – acima de seis anos de idade -, e o formato do corpo do cão pode indicar uma propensão, mesmo que seja um cachorro sem raça. Com patas curtas e coluna alongada, qualquer cão tem uma predisposição genética, mas em vira-latas é menos comum do que em cães de raça que têm essas características. Espécies que podem ter de forma mais frequente são, por exemplo, o poodle, beagle, dachshund, lhasa apso, Cocker spaniel, bulldog francês, pequinês, shih tzu, dobermann, basset houd, pastor alemão e welsh corgi, mesmo que alguns deles não se enquadrem nas características indicadas.

Os sinais que devem ser observados são resmungos de dor, dificuldade para locomover-se, incontinência urinária e fecal, além de irritação – irritabilidade que, normalmente, vem junto com dores intensas como a da discopatia. Pode causar ainda diminuição da sensibilidade, complicações que alteram o sistema nervoso do cão, além de sinais discretos como: o cão passar a andar de cabeça baixa, orelhas para trás e com o pescoço rígido, andando sempre cauteloso devido ao sofrimento que a locomoção causa a ele.

O que pode causar

A doença, como já citado, pode causar uma complicação mais severa, impedindo o cão de movimentar-se, ou seja, paralisando o animal. Essa é, inclusive, considerada como a principal causa mais frequente de paralisia em cachorros. Deve, portanto, ser identificada e tratada o quanto antes.

Como é feito o tratamento

Quando feito o diagnóstico em um médico veterinário especializado com auxílio de radiografias, tomografias, mielografias e ressonâncias magnéticas, além de outros exames que demonstrarão de forma precisa a localidade do problema, essa condição pode ser tratada com medicamentos para dor, imobilização e até mesmo por meio de intervenção cirúrgica.

Alguns veterinários indicam – e já foi comprovada a eficácia – da acupuntura como forma de tratamento para aliviar as dores nos casos de discopatias em cães.

O principal objetivo do tratamento é a diminuição da lesão medular, seja por meio da cirurgia ou de medicamentos. Alguns desses, como os corticoides, são acompanhados da imobilização do pet e repouso severo. O processo deve ser iniciado imediatamente após o aparecimento dos primeiros sintomas para facilitar e garantir melhor recuperação do animal.

Em alguns casos, no entanto, há a necessidade de intervenção cirúrgica, principalmente quando já está em grau mais avançado. Esse, apesar de ser visto como mais agressivo, é um tratamento que traz ao pet uma recuperação mais rápida, possibilitando, inclusive, que ele tenha uma reabilitação do máximo de funções de sua medula espinhal. O tempo de melhora é variável de acordo com o caso.


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