O hipotireoidismo em cachorros: causas, sintomas e tratamento

Existem três tipos da doença, são eles: hipotireoidismo primário, hipotireoidismo secundário e o hipotireoidismo congênito


O sistema endócrino e o nervoso são responsáveis por manter o corpo de todos os animais, inclusive dos humanos, em funcionamento. Quando uma dessas partes sofre algum dano, a homeostase, que é o equilíbrio do organismo, fica balanceada e, por isso, surgem vários problemas. Um deles, é conhecido como hipotireoidismo, que ocorre quando a glândula tireoide sofre uma alteração na função e, com isso, diminui a produção e liberação de hormônios no corpo do peludo.

Mesmo sendo um problema sério de saúde, o tratamento é simples e muito rápido. Todavia, é necessário o atendimento e acompanhamento de um médico veterinário, pois o diagnóstico é difícil de ser constatado e requer exames laboratoriais para ser confirmado. Já os medicamentos para sanar essa disfunção, só podem ser receitados pelo especialista em saúde canina, que após avaliar o quadro clínico do paciente poderá receitar os remédios corretos.

As causas do hipotireoidismo em cães

Não há como prever e nem como evitar o hipotireoidismo nos cachorros. Suas causas estão ligadas a atrofia natural, a falta de iodo e também devido a predisposição genética que algumas raças apresentam. Geralmente, a doença ataca os animais que já estão com meia idade, entre cinco a oito anos. E na grande maioria dos casos o problema provoca a autodestruição da glândula tireoide.

Entre as raças que têm a maior chance de desenvolver estão: airedale terrier, beagle, boxer, cocker spaniel, doberman, dogue alemão, dachshund, labrador, golden retriever, pinscher, setter irlandês, schnauzer miniatura, poodle e rottweiler. Em contrapartida, há algumas raças que, dificilmente, apresentam esse problema, como é o caso do pastor alemão e da maioria dos cães mestiços.

O hipotireoidismo em cachorros: causas, sintomas e tratamento

Foto: Pixabay

Tipos e sintomas da doença

Existem três tipos da doença, são eles: hipotireoidismo primário, hipotireoidismo secundário e o hipotireoidismo congênito. Este último é o mais raro em cães. O segundo tipo, por sua vez, ocorre a destruição da hipófise e, consequentemente, a diminuição da produção do hormônio TSH. Mas, o primeiro tipo é o mais comum.

Os sintomas são responsáveis por confundir  este problema com outras doenças que em nada tem a ver com o hipotireoidismo. Por exemplo, o animal apresenta uma queda de pelo exacerbada, principalmente no rabo, peito e tórax, pontos de infecções que se assemelham a espinhas, pele seca e por vezes descamadas. O que pode ser confundido com alguma dermatite.

Além disso, o pet acometido por essa doença fica desanimado, sonolento e até com falta de apetite. O que pode ser contraditório em termos, uma vez que mesmo sem muita fome o cão acaba engordando muito. Isso ocorre por falta do controle dos hormônios e pelo fato do peludo não querer fazer exercícios ou caminhadas.

Tratamento adequado

O tratamento é simples, mas deve ser para vida toda. Consiste na reposição hormonal via oral nos animais. Para iniciar as medicações é necessário a consulta com um especialista. Após diversos exames, como de sangue, ultrassom, biópsias etc., é possível determinar o grau de hipotireoidismo e, assim, o veterinário pode receitar a dosagem correta para cada caso.


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