Pinscher

Mesmo sendo super energético, esse carinha é perfeito para quem tem pouco espaço, por ser bem pequenininho


Também conhecido como reh pinscher ou ainda zwergpinscher, o cãozinho da raça pinscher é de origem alemã. É uma das raças mais energéticas do mundo. Por ser pequeno, é um dos mais escolhidos para morarem em apartamentos, mas é bastante ruidoso e muito enérgico (vale ressaltar). Se você quer um malandrinho desses, tenha em mente que é preciso colocá-lo para queimar toda essa energia. A função original do pequenino era de caçar pequenos parasitas, o que o leva para a 37ª posição no ranking de inteligência canina.

É considerado o menor cão de guarda pela Federação Cinológica Internacional, estando classificado no grupo 2, sendo que o dobermann, o rottweiler, mastiff, boxer e dogue alemão. Entre os brasileiros, o pinscher já esteve entre as raças mais populares, e por isso houve um grande aumento da quantidade de cães sem registro oficial, ou seja, sem o famoso pedigree.

História

Em meados do século de 1800, o objetivo era ter a menor espécie possível de cachorros, o que não deu muito certo e surgiram cães com problemas físicos e muito feios. Mas 100 anos depois, a “moda” se inverteu e o tamanho já não era mais documento. O destaque voltou a ser a elegância e a solidez.

Não existem muitas informações sobre a origem do pinscher, mas o tamanho do pequeno canino lembra o de um gato, muito parecido com o mini pinscher em uma pintura do século 17. Esses cães provavelmente vieram de cruzamentos entre um pequeno pinscher alemão e greyhound italiano.

O físico forte, estrutura óssea, o mau humor e as cores de pelo preto e castanha do pinscher alemão; a coragem e a coloração vermelha do dachshund; e a elegância, jovialidade e movimentação ágil do greyhound italiano.

A raça

A raça possui uma cabeça alongada, olhos são escuros, de tamanho médio. A cauda é de inserção alta e espessura média, a pele é ajustada sobre o corpo, este que tem constituição quadrada e com musculatura robusta, enquanto que o pelo é curto, liso, duro e brilhante, bem aderido ao corpo.

O tamanho dessa espécie varia entre 25 e 31 centímetros tanto para machos quando para fêmeas, assim como o peso que varia entre três e cinco quilos para ambos. A cor dele é sempre mais escura e varia nos tons de castanhos avermelhado, preto e castanho. Ele é desconfiado e não perdoa os estranhos sendo pouco amigável com estes, porém, com aqueles que convive, o cão é muito dócil.

Ele não é, no entanto, muito amigável nem com outros cães nem como outros animais, mas essa raça gosta de crianças, o que o torna altamente indicado para ambientes onde os filhos podem ficar juntos com o animal de estimação, desde que já tenham idade para entender que não podem puxar o rabo ou machucá-lo “sem querer” no meio da brincadeira. Com isso, pode ser que o cão se sinta ameaçado e revide.

Tem alta tolerância ao calor e pouca ao frio e é um excelente cão de guarda, avisando com muitos latidos qualquer possível imprevisto no ambiente, mas não é um animal muito fácil de ser treinado. Os cuidados com a higiene são poucos, por isso não é um cão muito trabalhoso de se ter.

Com muita energia, o cãozinho dessa raça é bastante curioso, jovial, corajoso e, inclusive, imprudente. É um caçador nato, sendo excelente para acabar com pequenos animais como ratos indesejados.

Cuidados

O animal vive entre 12 e 14 anos quando bem cuidado. Para o bichinho ter uma expectativa de vida longa, deve-se ficar atento aos cuidados. O cãozinho tem bastante energia em função do pequeno tamanho. Ele se satisfaz muito bem com exercícios dentro da própria casa, mas nada como um espaço aberto para que ele possa correr livremente, pois só dentro de casa ele não vai ser totalmente feliz.

Procure, entretanto, lugares seguros para que ele possa correr sem coleira. O cão dessa raça não gosta de frio e, portanto, deve ser criado dentro de casa, e seu pelo é pequeno, sendo fácil de manter sempre limpinho e saudável.

Alguns donos de pinschers acabam intensificando o hábito dos cães latirem por acharem bonitinho um cão tão pequeno rosnar e latir alto, e isso deu fama à raça de ser neurótica e até mesmo histérica. Precisam ser bem educados, pois caso contrário, pode se tornar um tanto quanto violento.

*Com a colaboração de Lia Vieira

 

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