Pequinês

O pequinês é um animal de estimação perfeito para apartamento e para quem procura um grande amigo


O pequinês é extremamente dócil e mundialmente conhecida como uma das raças mais antigas. O cãozinho de origem chinesa que recebe esse nome é parte de uma raça inteligente e um pouco temperamental: é preciso entendê-lo bem por ser teimoso e ciumento. Desde filhote é necessário ser adestrado com carinho e muita firmeza para não crescer com indisciplina.

O cão dessa raça já foi muito popular entre os anos 1970 e 1980, mas atualmente é um pouco raro encontrar um exemplar dessa raça pelas ruas. O cão é de companhia e tinha como função original ser um cão de colo.

Características

É uma raça de pequeno porte, sendo que tanto os machos quanto as fêmeas têm tamanho entre 20 e 27 centímetros de altura, enquanto o peso varia entre dois e sete quilos. As cores mais comuns encontradas são preto, castanho, marrom e até mesclado. A pelagem pode dar um pouco de trabalho para manter, pois possui muitos pelos e, ainda por cima, longos. O pescoço do pequinês é um pouco curto e grosso.

O animalzinho é relativamente fácil de ser treinado, exigindo dedicação devido a sua teimosia. Entretanto, um ponto positivo para aqueles que não gostam de exercícios: o cão dessa raça não tem muita energia e, por isso, não tem tanta necessidade de praticar exercícios diariamente. Tem alta tolerância ao calor e ao frio, e exige muitos cuidados com a higiene. Pouco amigável com estranhos, mas se solta na presença de outros animais, independentemente de serem cães ou não. Não é um bom cachorro para quem quer proteção e carinho, pois não é muito apegado ao dono.

Cuidados

Se tem uma coisa que ele adora é um passeio fora de casa e, de vez em quando, uma brincadeira dentro do lar. Mas cuidado, ele pode facilmente morrer em decorrência de problemas no coração. É um cão para viver em apartamento e em clima muito quente, o ideal seria colocá-lo em ar-condicionado. A pelagem necessita ser escovada diariamente para não dar nó.

A expectativa de vida está entre 13 a 15 anos. Com o tempo a córnea tem tendência a se desgastar. Se você deseja ter uma fêmea se prepare para o momento dos filhotinhos, pois o parto dessa raça geralmente é cesariana. Deve-se sempre manter a área do ânus limpa para não acumular sujeira, prevenindo futuras infecções.

Lenda

Com mais ou menos quatro mil anos de idade, a raça possui uma lenda em torno de sua origem. De acordo com a história, o cãozinho surgiu no cruzamento entre um leão e uma macaca. O pequinês durante séculos era apenas da corte imperial chinesa. Foi símbolo do leão defensor de Buda. Sempre que um imperador dono do cãozinho sagrado morria, o animal de estimação era sacrificado. Isso acontecia pelo motivo dos chineses acreditarem que o animal seria o protetor do imperador que faleceu, no além.

Após a queda de Pequim, militares ingleses levaram para a Grã-Bretanha alguns desses cães e um dado de presente para a rainha Vitória. Desde então, a raça obteve sucesso na Inglaterra tendo até que exportar para a China após alguns anos para continuar a criação no país de origem.

Origem

A existência do pequinês se deve graças à forma do budismo conhecida como Lamaismo, em que o leão era o símbolo exaltado de buda, aparecendo muitas vezes em formato miniatura. Os cães conhecidos como foo, existentes na época, tinham semelhança com leão e, por isso, foram criados e cruzados de forma cuidadosa para que a semelhança fosse acentuada ainda mais. Diante disso, passaram a ser conhecidos como cães de leão.

Alguns programas de melhoramento foram criados, e os cães-leão passaram a ser tratados como realeza, tendo servos pessoais e muitos mimos. Alguns deles eram ainda menores e cabiam nas mangas grandes dos mestres chineses, quando passaram a ser chamados de cães luva.

No ano de 1860, a China teve seu império saqueado, quando os ingleses levaram cinco exemplares do cão-leão real para o seu país. Um desses frutos do saque foi levado para a rainha Victória causando junto aos outros exemplares um grande interesse entre os criadores de cães.

Devagar os números começaram a subir, mas os cães dessa raça ainda eram pertencentes somente aos mais ricos. Passou a ser mais popular com o passar do tempo, se tornando um excelente companheiro e participante de exposições.

*Colaborou Lia Vieira

 

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