Malamute do Alasca

Este cão é parecido com o Husky Siberiano, mas na verdade possui diversas características diferentes


 

Malamute do Alasca

Essa raça costuma ser muito confundida com o Husky Siberiano, mas são diferentes em diversos aspectos. Isso pode ser notado tanto pela aparência, já que o malamute é maior e possui muito mais pelos – e por isso só vive em regiões muito frias como o Alasca – como pelo temperamento, que é diferente do temperamento do Husky.

Mas possuem algumas coisas em comum: ambos são bastante inteligentes, teimosos e muito curiosos. Precisam de exercícios e são muito bonitos.

O cão pode ser comprado, mas seu valor vai depender muito da ninhada e sua árvore genealógica: pais, avós e bisavós, quando campeões, garantem um preço bastante alto. Conheça um pouco mais sobre esses cachorros gigantes.

 

Características do Malamute do Alasca

Originário do Alasca, nos Estados Unidos, o cachorro da raça Malamute do Alasca pode chegar aos 63,5 cm de altura quando macho e 58,5 cm de altura quando fêmea, e o peso até 38,5 kg e 34 kg respectivamente.

Pertence à família spitz e ocupa a 50ª posição no ranking das raças mais inteligentes de cães. A raça, de temperamento forte e bastante independente, tem uma expectativa de vida entre 10 e 12 anos, e é uma raça para quem tem tempo para dar atenção ao pet.

Com grande quantidade de energia, o cão exige de seus donos atividades físicas diárias e, quando não as faz, pode ficar bastante irritado e destruir objetos da casa e dos donos.

O cão tem bastantes pelos e, por isso, sua resistência ao frio é mais alta, mas em contrapartida, possuem baixa tolerância ao calor. Muito fiel aos donos, o cão da raça Malamute do Alasca é excelente como guardião da casa, mas faz amizade facilmente com outras pessoas. Não se relaciona muito bem com outros animais e o seu treinamento é um tanto complexo, mas com carinho e dedicação é totalmente possível.

Cuidados necessários com o malamute do Alasca

Como citado anteriormente, o cão não suporta muito o calor e, por isso, é importante tomar cuidado para não deixá-lo exposto à altas temperaturas, pois isso pode ser muito desagradável e, inclusive, fazer mal para a saúde do pet. O dono precisa oferecer ao cão uma quantidade razoável de exercício todos os dias, que podem envolver brincadeiras no quintal, longas caminhadas com coleiras, ou ainda passeios em locais abertos em que ele possa correr ou caçar.

O cão possui pelos bastante grandes e, por isso, são necessárias escovações. Duas ou três durante a semana são suficientes, mas em época de troca de pelo a escovação deve ser ainda mais frequente, ajudando a não deixar os pelos pela casa e para que fiquem sempre bonitos.

Cuidados com a saúde

Assim como sua higiene, os cuidados com a saúde são essenciais quando se trata de cães da raça Malamute do Alasca. As doenças mais comuns que podem surgir no malamute são catarata e displasia coxofemoral, ou seja, uma má formação nos ossos ou músculos da região da coxa e do fêmur.

Outra preocupação, porém menor, que se deve ter é quanto a hipoplasia renal e torção gástrica. Por esses motivos, é bom fazer exames anuais no olho e no quadril.

Origem da raça

Essa raça é originária das regiões congeladas do Ártico, e possui uma origem desconhecida. O primeiro relato dessa raça diz que os cachorros viviam entre alguns nativos da costa noroeste do Alasca conhecidos como Mahlemut, termo que remete a uma tribo, chamada Inuit, e mut significa aldeia. Foi daí que surgiu o seu nome atual.

Por ser originário de locais mais frios, suas condições físicas foram sendo moldadas pelas condições climáticas, o que fez com que tenham bastante pelo e que sejam bastantes tolerantes ao frio. A principal função dos malamutes era carregar cargas muito pesadas em trenós e ajudar a caçar presas grandes como ursos e focas. Ele não é um cão muito rápido, mas é bastante forte e grande, e por isso consegue fazer sozinho o trabalho de vários cachorros.

Por causa de sua grande utilidade para a vida daquelas tribos, os malamutes do alasca não eram tratados como animais de estimação, mas sim como se fosse realmente um membro da família, o que explica o grande apego da raça com seus donos e sua família.

O cão impressionou os exploradores que o viram já no primeiro contato: resistente e apegado aos seus donos, o cão era bonito e forte, além de bastante fiel. As raças nativas, após a descoberta do ouro, passaram a ser cruzadas com cães trazidos pelos colonizadores para que suprissem as necessidades da corrida do ouro: velocidade e um grande número de cães.

Outras funções

O cão também foi usado para auxiliar na caminhada para o polo sul, no ano de 1933, pelo almirante Byrd. Foram usados na Segunda Guerra Mundial para carregar carga e como cães de busca e salvamento.

No ano de 1935, a raça foi reconhecida pelo American Kennel Club (AKC), quando começou a ser um animal de estimação e de exposições.

*Com a colaboração de Lia Vieira

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