Possível elo entre cães e lobos é redescoberto vivendo selvagemente

O cão das montanhas da nova guiné não era visto na natureza há cerca de 50 anos. Acreditava-se que estava extinto


Parente dos dingos, caninos que se encaixam na mesma espécie que os lobos e habitam as áreas selvagens da Austrália, o Cão das Montanhas da Nova Guiné é considerado um fóssil vivo por ser o mais raro e antigo cão selvagem.

Estima-se que a espécie exista desde os tempos em que a humanidade descobriu a agricultura, sendo esta, anterior à escrita. Sua importância no meio científico se dá diante do fato dele ser uma espécie de elo entre os lobos selvagens e os cães domésticos.

Há muito tempo ele vinha sendo considerado como um animal extinto por ter sido visto na natureza pela última vez há cerca de 50 anos. Existem aproximadamente 300 animais dessa sub-espécie vivendo em cativeiro no mundo.

Em uma recente excursão, baseada nos mais de 30 anos de estudos do Dr. I.Lehr Brisbin e após um planejamento e preparação de mais de três anos, um grupo de pesquisadores da Universidade de Papua (UNIPA), foram até Puncak Jaya, conhecida por ser o ponto culminante da Oceania e fizeram descobertas animadoras.

Fotos: Reprodução/ NGHWDF

Se baseando em evidências, como: fezes, pegadas, tocas e algumas outras pistas que indicavam presença de canídeos, os cientistas espalharam diversas câmeras em pontos estratégicos e descobriram um total de 15 espécimes do cão das montanhas da nova guiné vivendo em liberdade, incluindo machos, fêmeas e filhotes com idades entre 3 e 5 meses.

Outras duas fotos foram tiradas em 1989 e 2012, mas infelizmente não houve uma maneira de comprovar se eram de fato os cães das montanhas da nova guiné visto que não havia uma evidência, além da fotografia, que pudesse servir para os exames de DNA.

 

Com informações de NGHWDF 


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