Hospital veterinário oferece serviços para classes menos favorecidas

O Hospital Popular de Medicina de Veterinária busca solucionar problemas sociais das classes C, D e E


Ter um animal de estimação faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Mas, muito deles ainda não sabem da importância de um acompanhamento médico para os bichinhos ou não têm condições de bancar uma consulta veterinária.

Foi pensando em mudar essa realidade que o Hospital Popular de Medicina de Veterinária (HPMV) do Rio de Janeiro (RJ) aderiu aos negócios sociais. Indo de encontro aos modelos tradicionais, ele visa solucionar os problemas sociais pertinentes às classes C, D e E.

Um dos objetivos do HPMV é permitir que as classes menos favorecidas possam participar ativamente da produção de riqueza de uma empresa ou que tenham acesso aos serviços que são mal ou nem chegam a ser prestados pelo poder público.

Hospital veterinário oferece serviços para classes menos favorecidas

Foto: depositphotos

Segundo o IBGE, são quase 133 milhões de animais domésticos no Brasil, sendo 52,2 cães, 37,9 aves e 22,1 gatos. Os brasileiros são a quarta população a ter mais famílias com pets em casa.

A cidade do Rio de Janeiro possui poucas clínicas veterinárias públicas. Nelas, os serviços mais básicos são disponibilizados, como consulta clínica, vacinação e castração. Mas, procedimentos como exames laboratoriais ou cirurgias de risco não são encontradas com a mesma facilidade.

Diante desta realidade, o HPMV oferece aos cidadãos do Rio de Janeiro uma medicina veterinária a um preço acessível para as classes menos favorecidas financeiramente. Os serviços são oferecidos cerca de 50% mais baratos comparados às clínicas particulares.

Dados da Comissão de Animais de Companhia (Comac) revelam que apenas 11% dos proprietários levam seus animais de estimação para realizar consultas regulares. O HPMV pretende mudar esse cenário.

“Muitas pessoas não fazem ideia do que é certo e errado no cuidado com a saúde dos animais. Enxerguei uma oportunidade para participar da mudança nesse seguimento”, explicou o diretor do hospital, Brunno Galvão.


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