Durante CPI, idosa reencontra cachorro que espancou e se arrepende

O cachorro reconheceu a agressora e ficou agitado. Chorando, Cremilda falou que estava arrependida do que fez


No último dia 28, um vídeo onde uma idosa espancava um cachorro com um pedaço de madeira na cidade de Cachoeiro do Itapemirim, Espirito Santo, rapidamente viralizou nas redes sociais e causou muita comoção e revolta.

Logo o cão foi resgatado e apesar do seu estado grave, o quadro era estável e ele se recuperava bem, tendo até mesmo ganho um nome: Carlos Ambrósio.

A mulher que espancou o cachorro, Cremilda da Silva Conceição Caetano, de 61 anos, foi convidada a participar de uma Comissão Parlamentar de Inquérito proposta pela Comissão Maus Tratos Conta Animais do Espirito Santo, na última sexta-feira (19).

cremilda-durante-cpi-de-maus-tratos-a-animais

Fotos: Reprodução/ Folha Vitória

A CPI foi presidida pela Deputada Estadual, Janete de Sá, e o vice-presidente também Deputado Estadual, Doutor Hércules.

O delegado que cuidou do caso e os veterinários pelos qual Carlos Ambrósio passou também foram convidados à depor.

Reencontro

Devido a alguns boatos de que o cachorro teria morrido e sido substituído por um outro parecido, o médico veterinário que estava prestando cuidados ao cãozinho pediu para levá-lo até a sessão e mostrar a todos que o rumor não passava de uma mentira.

carlos-ambrósio-e-seu-veterinario

Durante a aproximação dos dois, que foi sugerida pela presidente da CPI, Ambrósio ficou agitado e ficou abanando o rabo, demonstrando que reconheceu a mulher. Chorando, Cremilda falou que estava arrependida do que fez.

Punição

No fim da sessão, a deputada Janete de Sá falou que iria entregar todos os documentos registrados durante a CPI para o Ministério Público de Cachoeiro, pedindo a interdição de posse dos animais de Cremilda, que possui outros dois cachorros.

“No dia da agressão, familiares dela estavam em casa e não impediram o ato. Então, vamos recomendar a interdição de posse de animais dela e dos familiares. Peço aos veterinários do CCZ, responsáveis por escolher quem ficará com o cachorro que tenham critérios na escolha e não o deixe ficar na região próximo ao local onde aconteceu a agressão,” contou Janete, na sessão.

Além da interdição, a CPI irá recomendar ao Ministério Público que a idosa preste serviços comunitários para ONGs de proteção aos animais da cidade.

“A Justiça vai decidir a pena que ela merece. Isso é algo grave. As pessoas precisam denunciar esse tipo de crime”, contou o vice-presidente da sessão, Hércules Silveira.

Com informações de Folha Vitória 


Reportar erro