Conheça a difícil realidade dos cães na Tailândia

Os dois tipos de comércio realizados com cães na Tailândia são o contrabando de carne para consumo humano e o de pele de cachorro para outros fins


Localizada na Ásia, a Tailândia é um dos países mais visitados pelos turistas do mundo. Conhecida pelas suas belas praias e paisagens exóticas, esta nação esconde verdades sobre os costumes de seus povos que acabam chocando a todos. Um deles é a realidade dos cães que vivem nesse lugar. Além do sofrimento nas ruas que os animais abandonados são vítimas, eles também são vistos como mercadorias pelos tailandeses em um comércio altamente perverso.

Infelizmente, nem todo cachorro tem a oportunidade de ter um lar, uma família que o ama, abrigo durante noites frias, comida e água de qualidade e muito menos atenção médica em casos de doenças. Todavia, o que ocorre na Tailândia são crimes de alta perversidade e com o objetivo de lucrar em cima do sofrimento dos cães. E o pior é que as leis desse país são falhas ou ineficazes.

Cão em rua alagada por água de chuva

Foto: Depositphotos

Tipos de comércio feitos na Tailândia com cães

Conhecido como o melhor amigo do homem, os cães na Tailândia parecem não perceber o lado bom dos seres humanos. Com raras exceções, a exemplo de ativistas da causa animal e tutores, o país é dividido entre pessoas que lutam pelo bem-estar dos pets e que apenas veem o animal como mercadoria e um possível lucro.

Os dois tipos de comércio realizados com cães são o contrabando de carne para consumo humano e de pele de cachorro. Os contrabandistas contratam criminosos que recebem a função de recolher os cachorros nas ruas ou até mesmo roubar os animais de estimação das pessoas. Em seguida, encaminham os peludos para matadouros apropriados para esse mercado ilegal e obscuro. Por fim, a carne é vendida para restaurantes do país todo.

O cão como mercadoria

Mesmo sendo inacreditável, os comércios ilegais de carne e pele de cachorro são lucrativos para os contrabandistas. De acordo com dados oficiais, aproximadamente três mil cães são capturados e comercializados para esses fins. Já segundo ativistas da causa animal, o número de consumo de carne desses animais na Tailândia ultrapassa a marca de um milhão ao ano.

Além disso, esse mercado possui uma escala de preços atribuídos pelas carnes dos cães. Para eles, o animal sem raça definida possui um preço mais baixo, enquanto que os pets que possuem pedigree são mais caros. Até mesmo cachorros doentes são comercializados, vendidos a valores baixíssimos.

Como acabar com esse comércio ilegal e cruel?

Infelizmente, as leis que regem a Tailândia são ineficazes ao que se refere aos direitos dos animais. Apesar de existirem, são brandas e acabam deixando livre um criminoso desse nível após, no máximo, dois anos de prisão. Outro grande erro é que quando os matadouros são identificados, os animais que são resgatados passam por centros de quarentenas e em seguida devolvidos para as ruas. Desta forma, acabam ficando vulneráveis a outros contrabandistas.

Todavia, ativistas se articulam em prol dos animais da Tailândia. Além dos que moram no país, outros do mundo todo apoiam as lutas em favor desses seres indefesos. Várias campanhas e abaixo-assinados já foram elaborados para criminalizar com mais eficácia esses tipos de comércio. A luta não é fácil, mas os ativistas não desistem.


Reportar erro