Estrangulamento do cachorro; o que fazer?

Confira quais são as principais medidas de segurança para esses peludos e quais as raças que mais fazem jus a esse aspecto tão fofo


A falta de oxigênio por três ou quatro minutos pode causar um dano cerebral no animal e levá-lo à morte. Isto pode ocorrer em casos de estrangulamento, que são mais comuns em cães do que em qualquer outro animal, uma vez que eles ficam presos em guias ou amarrados com mais frequência. Nessa situação, a agilidade e precisão são indispensáveis para salvar a vida do animal.

Você pode atentar aos primeiros socorros ainda no local do acidente e dá continuidade à caminho de uma clínica veterinária. Esse tipo de acidente é muito grave, afeta primeiramente a respiração e quando o animal fica inconsciente pode haver parada cardíaca e a morte em poucos minutos.

Como esses acidentes ocorrem?

Apesar da ideia de manter um cachorro preso ser algo ainda presente no nosso cotidiano, as pessoas estão mudando de opinião e abrindo a mente para outras formas mais amorosas de criar esses peludos. Essa prática de prender o animal é um dos motivos que desencadeiam o estrangulamento. Cães mais jovens, por exemplo, ao ficarem presos, giram em torno de postes ou  árvores e acabam ficando enroscados. Ao se debaterem para se soltarem, acabam se estrangulando.

Outra caso é quando os animais estão presos na carroceria de uma caminhonete e tentam saltar. Acidentes envolvendo coleiras também são bastante comuns. Os cães se enroscam em suas coleiras, terminam se machucando e com falta de ar.

Estrangulamento do cachorro; o que fazer?

Foto: Pixabay

Primeiros socorros em ação

Como a falta de oxigênio pode matar em pouco tempo, o primeiro passo é retirar o aperto em volta do pescoço do animal. Para isso, utilize uma tesoura, mas atenção no momento do corte para evitar ferir o cachorro. Depois observe se o peludo está respirando normalmente, se caso ele não estiver você precisará realizar respiração artificial até ele se recuperar ou até que vocês cheguem no veterinário.

Fazer respiração artificial é fácil, tape a boca do cão e dê duas sopradas rápidas no cavidades nasais do animal. Em seguida, observe se houve uma resposta a esse estímulo, ou seja, veja se o peito do cachorro infla. Se não obtiver respostas, continue a assoprar, dando de 15 a 20 sopradas por minuto. Esteja preparado para realizar ressuscitação cardiopulmonar, pois se ele para de respirar por vários minutos há grandes chances do coração também ter parado.

Desta forma, sinta ou ouça se há batimentos cardíacos, colocando a mão ou seu ouvido do lado esquerdo do peito do cachorro. Se não houver pulsação, altere cinco compressas no peito para cada respirada nas narinas do animal. Fique praticando esse processo, até que o animal responda ao tratamento, ou até a chegada à clínica.

Cuidados posteriores

Após o estrangulamento, a garganta do animal pode ficar inflamada por causa do aperto no pescoço. Sendo assim, o cão ficará dolorido e até para engolir os alimentos pode ser complicado. Por essa razão, amacie a alimentação do peludo durante três a cinco dias. Você pode usar caldo de galinha magro e morno e acrescentar na ração, batendo os ingredientes no liquidificador. Para conseguir uma consistência de mingau, bata com água morna.


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