Saiba lidar com o medo e agressividade em cães

O primeiro passo é descobrir quais são os estímulos que ameaçam o cão a ter estas reações


Você já reparou em qual é a reação do seu pet quando ele está com medo de algo? Ele rosna e late bastante e comporta-se de forma agressiva? O medo e a agressividade em cães podem estar intimamente relacionados. Ao nos depararmos com casos de agressividade canina, primeiramente temos que analisar a situação e detectarmos qual é o tipo de agressividade e quais são os fatores que despertam tal reação.

Agressividade por medo

Normalmente, a agressividade por medo (agressividade defensiva) é causada por fatores como falha no processo de socialização, algum trauma psicológico e o histórico genético do animal, pois algumas raças são mais predispostas ao medo do que outras. Além disso, alguns cães também podem começar a apresentar este comportamento devido a alguma alteração clínica.

Ao ser exposto a alguma situação que causa medo, o cão recebe um estímulo fisiológico e o hormônio adrenalina é secretado na corrente sanguínea. Com o aumento dos batimentos cardíacos, também aumenta a irrigação de sangue oxigenado nos tecidos musculares, o que proporciona ao animal as opções de fuga ou ataque. Normalmente, o animal prefere a fuga ou tenta evitar o contato com uma pessoa. Quando um cão, mesmo bem socializado, rosna quando alguém estranho se aproxima, isto não é sinônimo de ataque, e sim um sinal de que ele está desconfortável com a proximidade, avisando ao indivíduo para se afastar. Sem a opção de fuga e sem o recuo do indivíduo, o cachorro inicialmente demonstrará sinais agressivos como rosnados, latidos, ameaças de ataque e, caso seja inevitável, partir para o ataque propriamente dito.

Medo e agressividade em cães

Foto: Reprodução

Solução para a agressividade por medo

As situações de agressividade por medo em cães podem ser resolvidas por meio de técnicas de dessensibilização, em que o mais importante é impedir que o animal entre no estágio agressivo. Primeiramente, é necessário identificar a distância ideal entre o cão e o fator estimulante, antes do disparo da adrenalina. A partir deste ponto, o treino deve começar com associações positivas.

É mais fácil prevenir este tipo de comportamento por meio da socialização do cão a partir dos três meses de vida, e uma exposição progressiva e cuidadosa a possíveis ameaças, para criar um comportamento de confiança no animal. No caso do cão adulto que apresente agressividade por medo, existem algumas dicas que podem ajudar no problema:

  • O primeiro passo é descobrir quais são os estímulos que ameaçam o cão. O dono deve prestar atenção em objetos como vassouras, guarda-chuvas e naqueles que fazem barulhos. Alguns gestos, como abaixar para fazer carinho, e locais, como clínicas veterinárias e pet shops, também podem amedrontar o cão;
  • Após descobrir o que amedronta o animal, a sua exposição ao fator deve ser evitada;
  • Estimule a obediência básica, ensinando comandos como “senta”, “deita” e “fica”. Estes comandos podem ajudar a controlar melhor o cão nas situações que causam medo;
  • Após descobrir exatamente quais são os estímulos que causam medo no animal, eles devem ser associados com situações positivas, como brinquedos e petiscos. O cão deve ficar a uma distância segura do que o amedronta e que você deve recompensá-lo sempre que ele não demonstrar nenhum sinal de agressividade ou medo. Quando o animalzinho demonstrar mais calma, vá diminuindo a distância, até que eles estejam mais próximos. Lembre-se que é preciso ter calma e observar atentamente as reações do cachorro.


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